Como está aquele caso: Emanuelle, morta com 13 facadas por vizinho em Chavantes
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G1 reúne os desdobramentos mais recentes em investigações e processos de crimes de grande repercussão em 2020. Saiba o que aconteceu no caso da menina de 8 anos morta pelo vizinho no interior paulista.

Emanuelle Pestana de Castro, de 8 anos, foi morta com 13 facadas em uma área de mata na Fazenda Santana Nova, em Chavantes, interior paulista. A criança sumiu em 10 de janeiro, quando saiu de casa para brincar em uma praça. Três dias depois, um vizinho da família, Aguinaldo Guilherme Assunção, de 49 anos, confessou que matou Emanuelle por vingança contra a mãe dela. Ele indicou onde havia deixado o corpo da menina.

Agnaldo era vizinho de Emanuelle e confessou que matou a menina a facadas em Chavantes — Foto: Reprodução/TV TEM
Agnaldo era vizinho de Emanuelle e confessou que matou a menina a facadas em Chavantes

O que aconteceu desde então

Aguinaldo foi autuado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, e levado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Cerqueira César após audiência de custódia. Na manhã de 15 de janeiro, ele foi encontrado morto dentro da cela com um lençol enrolado no pescoço. A morte do preso foi confirmada pela enfermaria, segundo boletim de ocorrência.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Gabriel Salomão, o inquérito sobre a morte de Emanuelle foi concluído e encaminhado ao Ministério Público. Por causa da morte do acusado, o MP pediu o arquivamento do caso.

A morte de Aguinaldo foi classificada como suicídio por inquérito policial aberto em Cerqueira César, em que foram ouvidas testemunhas e analisados laudos periciais, segundo informou a Secretaria de Segurança Pública (SSP). O caso foi relatado à Justiça, que não pediu novas investigações.

Próximos passos

Em nota, o Tribunal de Justiça informou que o inquérito policial sobre o assassinato de Emanuelle “encontra-se para apreciação do requerimento de extinção da punibilidade do autor”, o que significa o arquivamento em razão da morte do réu. A previsão é que isso seja analisado pela Justiça nos próximos dias.

Ao G1, a Defensoria Pública informou que não entrou no caso em relação à defesa de Aguinaldo. A reportagem também procurou a defesa do acusado, mas não foi encontrado nenhum representante.

FONTE: G1

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