Curta “Despovoado” é exibido na praça da igreja de Sussuí neste sábado (02/12)

Com Rolando Boldrin, curta-metragem estreia mundialmente nesta sexta-feira, dia 25 - FOTO: Gabriel Samezima/Divulgação

O filme “Despovoado, ou tudo que a gente podia ser”, conforme material divulgado em redes sociais, será exibido na noite deste sábado (02/11) na praça de Sussuí, onde o trabalho foi gravado em 2020. O curta-metragem, que passará a partir das 20 horas em estrutura montada no distrito de Palmital, faz parte do Projeto Kinoforum, que promove a ação Itinerância no Vale Paranapanema.  A programação também inclui “Amei te ver”, de Ricardo Garcia, “Do Tanto de Telha No Mundo”, de Bruno Brasileiro, e “Ramal”, de Higor Gomes.

O trabalho, que estreou em agosto deste ano durante o 34º Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum, lança luz sobre as raízes e memórias do interior profundo de São Paulo. Produzido pela cooperativa audiovisual Oeste, sediada em Assis, o curta foi filmado no distrito de Sussuí, um antigo povoado conhecido por sua história marcada por uma epidemia de febre amarela nos anos 70, que resultou na perda significativa de sua população.

Situado no início do século XX, quando a região paulista era conhecida como “Terrenos Despovoados”, o filme assume a perspectiva do Velho Oeste, interpretado por ninguém menos que Rolando Boldrin, renomado ator, músico e apresentador brasileiro, figura emblemática da cultura popular. Boldrin, reconhecido por sua participação em novelas, programas musicais e produções cinematográficas. Ele traz à vida as visões de um senhor branco, filho de pistoleiro, que se reconecta com as lembranças da juventude ao som de uma música na caixinha bluetooth de sua neta.

O enredo do filme equilibra romance e tragédia, explorando os conflitos durante a colonização do interior profundo de São Paulo. A narrativa se desenrola na fictícia “Querência dos Olhos D’Água”, uma vila rural que acolhia migrantes de diversas regiões do Brasil em busca de terra e trabalho. Confrontada com um mistério inexplicável, a comunidade lida com o surgimento de um barulho estranho que desafia as memórias românticas do período, revelando, assim, os episódios de violência ocultos contra os povos indígenas que habitavam o território.

Curta-metragem gravado em Sussuí, distrito de Palmital – FOTO: Gabriel Samezima/Divulgação

O filme conta com a participação especial de Dulce Jorge Kaingang, Susilene Kaingang e Itauany Kaingang, três mulheres indígenas remanescentes da etnia Kaingang no Oeste Paulista. Essas mulheres, que atualmente residem no Território Indígena Índia Vanuíre, são responsáveis pelas atividades do Museu Worikg e trazem uma camada adicional de autenticidade à narrativa.

A direção é assinada por Guilherme Xavier Ribeiro, vencedor do Prêmio Canal Brasil no mesmo festival em 2022 com “Ainda Restarão Robôs Nas Ruas Do Interior Profundo”. A produção do filme é obra conjunta de Fernanda Scudeller e Guilherme Peraro, com direção de fotografia por Guilherme Gerais e direção de arte por Beatriz Xavier.

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