Destilaria incendeia e mata trabalhador em Palmital
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Um incêndio foi registrado na Destilaria Santo Antônio, antiga Morante & Bergamaschi, na noite desta quarta-feira (29/05) e causou a morte de um trabalhador. O fogo teria sido originado com a explosão de um equipamento de material inflamável da empresa, localizada na Água da Aldeia, às margens da rodovia Nelson Leopoldino.

O funcionário responsável pelo setor, Claudemir Antônio da Silva, de 49 anos, estava trabalhando no equipamento e foi atingido fatalmente. A ocorrência mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, Samu, Polícia Militar e Polícia Civil, que realizou perícia no local e deverá apurar as circunstâncias do acidente.

 

Claudemir Antônio da Silva, de 49 anos

 

Informações extraoficiais, que deverão ser confirmadas no inquérito da Polícia Civil, apontam que Claudemir estaria trabalhando em uma caixa de armazenamento de resíduos inflamáveis do processo de destilação (ainda não se apurou se era de álcool ou aguardente) que estaria com problema em dispositivo elétrico e teria sofrido um curto-circuito. O trabalhador estava ao lado do dispositivo e foi atingido pelas chamas.

Devido à gravidade dos ferimentos, ele morreu no local antes da chegada das equipes de socorro. Outro trabalhador, de 32 anos, teria sofrido ferimentos com queimadura de segundo grau na mão ao tentar socorrer o colega. O homem foi atendido no Pronto-Socorro da Santa Casa durante a noite e liberado para recuperação em casa.

 

O incêndio foi controlado rapidamente pelos brigadistas da empresa, com apoio de equipe da Destilaria São Joaquim, que fica nas proximidades, antes que atingisse outros setores ou reservatórios de combustível. As equipes do Corpo de Bombeiros de Cândido Mota e Assis estiveram no local para apoiar a ocorrência e prestar auxílio à empresa. O Samu e ambulância da Prefeitura que fica no Pronto-Socorro da Santa Casa também participaram da ocorrência.

As polícias Militar e Civil também estiveram no local para registrar a ocorrência. Uma equipe do Instituto de Criminalística realizou perícia na destilaria e o corpo de Claudemir foi levado para o IML de Assis, onde passou por necropsia. A destilaria estava fechada porque os antigos proprietários resolveram parar as operações e, após longo período de inatividades, venderam as instalações para os atuais administradores. Informações iniciais apontam que a empresa havia retomado as atividades havia pouco mais de uma semana.

O JC esteva na manhã desta quinta-feira (30/05) na porta de entrada da destilaria, que paralisou suas atividades devido ao acidente da noite anterior. Pessoas que estavam no local, que seriam prestadores de serviços de transporte de vinhaça, relataram que ouviram um grande estrondo e uma bola de fogo após a explosão da caixa com material inflamável. O gerente da usina, que estava atendendo uma visita da Defesa Civil, não pode falar com a reportagem e deverá ser procurado posteriormente.

Claudemir, que era popularmente conhecido pelo apelido de “Coleira”, tinha grande experiência na indústria de aguardente e álcool, pois trabalhava no local do acidente desde a época em que a unidade era administrada pela Morante & Bergamaschi. Era casado e tinha dois filhos. Ele, que residia no bairro Afonso Negrão, está sendo velado no Memorial Aliança. Seu sepultamento ocorre às 15 horas, no Cemitério Municipal de Palmital.

EMPRESA SE MANIFESTA

O gerente da empresa Carlos Malagutte, que atendeu a reportagem da TV Tem, afirmou que lamenta a fatalidade e que irá prestar todo o apoio à família do funcionário morto. Ele informou que a unidade não estava produzindo comercialmente, pois passava por um período de testes de equipamentos. Ressaltou também que todas as máquinas e instalações haviam recebido manutenção e verificação para a retomada das operações. O responsável disse ainda que a fábrica ficará fechada até uma nova revisão das instalações para garantir a segurança dos trabalhadores que atuam no local.

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