DIA DO MOTORISTA: Rita de Cassia lembra desafios para se tornar profissional do transporte
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A conquista de um posto no mercado de trabalho exige muito esforço e dedicação. Para alguns, a tarefa é mais árdua devido a questões culturais e até mesmo ao conceito de gênero supostamente necessário para o exercício de determinada profissão.

Em comemoração ao Dia do Motorista, o JC conta a história de Rita de Cassia da Silva, de 37 anos, que superou grandes desafios para atuar profissionalmente na condução de veículos de carga.

Rita é de família palmitalense e nasceu em São Paulo. Aos 7 anos, ela se mudou com a mãe para Palmital e passou a morar com os avós em um sítio na Água do Barreirão. “Desde pequena, nunca gostei de bonecas e sempre preferia caminhão como brinquedo. Cresci na roça onde meu interesse por maquinários aumentou”, contou a motorista.

Aos 12 anos, Rita mudou-se para a cidade. Ainda jovem, começou a trabalhar em uma granja, onde dirigia um trator pequeno que fazia o transporte de ovos. Em 2014, conseguiu emprego em uma destilaria como tratorista. “Entrei lá com algumas noções básicas de condução, mas me treinaram para trabalhar com transbordo de cana”, lembrou.

Com o passar do tempo, Rita foi realizando cursos e se qualificando como profissional. “Em 2019, tive a oportunidade de ir pra estrada”, contou ela, que foi contratada para dirigir um caminhão tanque de nove eixos para uma empresa de Ourinhos e fazer o transporte de combustíveis para o Mato Grosso. “Mas não acostumei ficar muito tempo fora de casa e voltei para a destilaria”, contou.

Atualmente, Rita trabalha com um caminhão tanque para o transporte de vinhaça para a mesma destilaria onde ingressou como tratorista. “Quando a safra acaba, faço alguns fretes para fora”, ressaltou a motorista, que aproveita a entressafra de cana para levar soja até entrepostos de processamento e de exportação.

A motorista destacou também que exerce a profissão que sempre desejou e tem o reconhecimento da empresa em que trabalha. “Tenho uma relação muito boa com a destilaria. Eles acreditam que sou capaz e me deram a oportunidade de mudar de cargo”, afirmou.

Rita disse ainda que superou muitos desafios para chegar à condição atual. “São poucos os que acreditam na gente. Sofro preconceito até hoje”, desabafou. “Certamente, as pessoas nunca devem desistir de seus sonhos. Não é fácil, mas todas nós temos capacidade. Eu amo o que eu faço e lutei muito para chegar onde estou”, finalizou.

POR MEIO DESTA HISTÓRIA, O JC PRESTA UMA HOMENAGEM A TODOS OS PROFISSIONAIS QUE ENFRENTAM OS RISCOS NAS RUAS E ESTRADAS PARA GARANTIR O TRANSPORTE DE PESSOAS, MATÉRIAS-PRIMAS E MERCADORIAS. OS MOTORISTAS GARANTEM A MOBILIDADE DA POPULAÇÃO E O DESENVOLVIMENTO DO PAÍS.

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