DIA DOS NAMORADOS: Poliana e Celso superaram o tempo e a distância para viver um grande amor
Compartilhe

O avanço da tecnologia facilita a comunicação entre pessoas de diferentes partes do mundo e, em muitos casos, pode causar o distanciamento físico que impede o aprofundamento das relações humanas. Porém, a informática também serve para conectar pessoas muito distantes que, em situações normais, jamais iriam se conhecer e possibilitar amores que são levados para toda a vida.

.

Um exemplo é o casal de administradores de empresas Poliana Sotomayor Botega e Celso Botega Júnior. Ela morava no Estado de Rondônia e ele, em Palmital. Os dois não tinham nenhum contato em comum quando se conheceram pela internet há 15 anos e superaram uma distância de 2,7 mil quilômetros para viver um grande amor e formar uma família.

.

Poliana lembrou a incrível forma de como a tecnologia possibilitou que eles se conectassem. “Em 2006, o Celso foi para Comodoro, no Mato Grosso, pois a irmã dele se mudou pra lá. Certa vez ele foi a uma lanhouse em Vilhena, em Rondônia, e, quando foi usar o computador, havia meu login no antigo MSN. Copiou a identificação e me adicionou ao comunicador dele. O detalhe importante é que eu nunca havia ido a Vilhena e também não conhecia ninguém daquela cidade, pois morava em Porto Velho, a cerca de 800 km de distância”, contou ela ao JC.

.

A administradora disse que as coisas entre eles foram evoluindo aos poucos. “Como ele me adicionou, não tivemos contato inicial. Depois de uns três meses, chamei e dei um ‘oi’. Celso respondeu, mas não se lembrava quando tinha me adicionado. Começamos a conversar por um tempo e depois nos distanciamos. Aproximadamente um ano depois, voltamos a nos falar pelo MSN todos os dias”, lembrou. “As conversas foram ficando cada vez mais interessantes e, quando percebemos que estávamos apaixonados, vontade nos ver pessoalmente só aumentava. Aí combinamos de nos conhecer”, explicou ela, afirmando que o primeiro encontro ocorreu quando Celso foi novamente para o MT visitar a irmã.

.

Poliana disse que, inicialmente, sua família tinha medo de uma relação com um “desconhecido” que conheceu pela internet. “Meu pai estava morrendo de medo de eu ser ‘assassinada’ porque conhecia o Celso apenas por webcam. Porém, como conheci a mãe dele, fiquei mais confiante de ir vê-lo”, relatou. Depois do primeiro encontro, o palmitalense resolver conhecer a família da administradora em Porto Velho, onde ficou por uma semana. “A partir daí, as conversas só aumentavam e a vontade de ficar juntos também. No ano seguinte ele fez uma surpresa e foi para Porto Velho sem me avisar passar o Carnaval comigo”, lembrou.

.

Com o passar do tempo, a relação à distância já não era suficiente e eles resolveram ficar juntos de maneira permanente. “Conversamos com meu pai e o Celso disse que iria me trazer para Palmital. Meu pai achou que não era hora e não deu ouvidos, achando que era só conversa fiada. Em maio de 2008, me mudei para Palmital. Em 2009, nos casamos oficialmente”, explicou Poliana, que se integrou à comunidade de Palmital, fez muitos amigos e iniciou carreira profissional atuando, entre outras empresas, na equipe do Jornal da Comarca.

E o amor entre Poliana e Celso só prosperou e rendeu frutos. Em 2016, nasceu a primeira filha do casal, Cecília. No ano passado, eles tiveram o garoto Otto. “Hoje temos certeza de que todas as escolhas feitas foram corretas. A gente conversou muito antes e eu via a família dele pela webcam e ele também via a minha. Assim criamos confiança. E sinto que nosso destino, por algum motivo, estava traçado. Graças a Deus temos uma família linda. Foi uma ‘loucura boa’ e aconselho a todos que procurem amar de verdade, independente da distância e das dificuldades impostas pela vida. Não nos arrependemos de nada, sabemos que fizemos o certo”, avaliou.

.

Por meio da história de Poliana e Celso, o JC presta uma homenagem aos casais de todos os gêneros como forma de mostrar que o amor, o entendimento, a perseverança, a diversidade de pensamento e o altruísmo são elementos importantes para a consolidação de uma sociedade mais justa, humana e fraterna.

Compartilhe

Deixe uma resposta