Dia Mundial da Conscientização do Autismo: veja os obstáculos e conheça iniciativas de inclusão

Neste 2 de abril, Dia Mundial da Conscientização do Autismo, o g1 reúne:

  • iniciativas em cidades brasileiras para divulgar mais informações sobre o autismo e informar a população.
  • informações sobre os direitos reservados às pessoas que têm TEA (transtorno do espectro autista) e aos familiares delas;
  • histórias de quem enfrenta obstáculos para alcançar a inclusão plena, principalmente na escola;

🧩 Quais os sinais de alerta para procurar ajuda médica?

Pais e mães devem ficar atentos se a criança:

  • não estabelece contato visual com a mãe durante a amamentação;
  • não olha quando é chamado pelo nome ou quando alguém compartilha um interesse e aponta para algo;
  • não gosta do toque e prefere ficar sozinho no berço (isso não significa desgostar de carinho);
  • quando começa a andar, é na ponta dos pés;
  • tem um jeito atípico de brincar – prefere empilhar ou enfileirar carrinhos, por exemplo;
  • tem seletividade alimentar e problemas com texturas;
  • não ri de brincadeiras que os pais fazem;
  • faz gestos repetitivos, com a cabeça ou o tronco, e balança as mãos;
  • não fala ou, quando aprende a falar, repete frases de filmes, sem se comunicar;
  • fica nervoso com mudanças de rotina.

Saiba mais sobre o diagnóstico.

🧩 Quais os direitos da pessoa com TEA e de seus familiares nos benefícios sociais?

Nesta reportagem, o g1 explica como indivíduos com autismo podem acessar benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A reportagem detalha os critérios para a obtenção do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e orienta sobre o processo de solicitação. Leia aqui.

Outro texto também destaca os direitos de pais e mães de pessoas atípicas: mostra os desafios enfrentados por essas famílias e esclarece os benefícios e garantias legais disponíveis para assegurar uma melhor qualidade de vida a elasAcompanhe aqui.

🧩 A inclusão escolar realmente acontece? Quais os desafios?

De 2022 a 2023 (dados mais recentes), no Brasil, o número de crianças e adolescentes com TEA matriculados em salas de aula comuns — ou seja, junto com alunos sem deficiência — aumentou 50%: saltou de 405.056 para 607.144, segundo dados do Censo de Educação Básica.

➡️Cientistas e profissionais da educação reforçam que a convivência entre pessoas com e sem deficiência é benéfica para todos – tanto do ponto de vista social (compreensão das diferenças, cidadania, melhora na capacidade de comunicação) quanto do cognitivo (a escola deve apresentar os conteúdos de maneira que todos os estudantes possam aprender e desenvolver o pensamento lógico, o raciocínio matemático ou conhecimento histórico, por exemplo).

👎O problema é que a matrícula é só o primeiro passo – e as etapas subsequentes ainda deixam a desejar. Não basta “permitir” a entrada da criança. Há dificuldades diante:

  • da formação frágil de docentes e funcionários, que acabam indo atrás de preparo por iniciativa própria, sem apoio da escola ou do governo;
  • da falta de adaptação de atividades e aulas;
  • do desconhecimento sobre como agir diante de surtos de agressividade e de outros possíveis sintomas;
  • do bullying;
  • da cobrança de taxas extras na mensalidade (prática ilegal);
  • do descumprimento do direito a um acompanhante contratado pelo colégio;
  • da evasão escolar e ausência de recursos para lidar com os diferentes tempos de aprendizagem.

Em Alagoas, uma reportagem do g1 aborda os desafios enfrentados por famílias na inclusão de crianças com autismo nas escolas de Maceió. Leia aqui.

“Sempre enfrentei muito preconceito na vida escolar de professores que não sabiam as características do meu transtorno. Hoje estou na universidade e continuo sofrendo agressões de quem deveria me ajudar [comunidade acadêmica] quando entro em crise”, diz à reportagem um estudante com TEA.

🧩 Quais iniciativas promovem a conscientização do autismo?

Há diversos projetos, novas iniciativas e eventos que, neste 2 de abril, estão divulgando informações a respeito do TEA ou facilitando o acesso dos autistas à cultura, à educação e à saúde:

Fonte: g1

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Cláudio Pissolito

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