Dito Quati e filho são mortos em confronto com a PM
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O ex-prefeito de Platina Benedito Carlos Clausen, o Dito Quati, de 72 anos, e seu filho Gilberto Lopes Clausen, de 48, foram mortos na tarde desta quarta-feira (19/06) durante confronto com a Polícia Militar na zona rural de Assis. Estavam em um carro que não obedeceu ao sinal de parada em uma blitz na vicinal Manoel Fernandes, que dá acesso a Lutécia e foram perseguidos pela equipe policial. Nas proximidades do Horto Florestal assisense, eles teriam atirado contra os PMs, que revidaram.

 

De acordo com informações policiais, uma equipe fazia fiscalização na vicinal Manoel Fernandes, que dá acesso ao Distrito de Tabajara e ao município de Lutécia. Dito Quati e seu filho estavam em um carro que não obedeceu ao sinal de parada e teria até atropelado um policial, que sofreu ferimentos leves. A equipe da PM perseguiu o veículo, que entrou em uma estrada de terra nas proximidades do Horto Florestal de Assis. A viatura policial também teria se acidentado no local, causando ferimentos em policiais. Um deles quebrou o braço e dois bateram com a cabeça no para-brisa da viatura.

O ex-prefeito e o filho teriam entrado em um canavial, de onde atiraram contra os policiais. Os PMs revidaram e balearam os dois, que teriam morrido no local. A Polícia Civil foi acionada para o registro da ocorrência e a realização de perícia no local. O Corpo de Bombeiros também prestou apoio à ocorrência. Os corpos foram levados ao IML de Assis, para necropsia. Junto com os dois mortos estavam uma espingarda 12 e uma pistola 765. Informações preliminares apontam que eles estavam escondidos em uma chácara nas proximidades de Assis.

 

Dito Quati foi prefeito de Platina entre janeiro de 1989 e dezembro de 1992, quando manteve estilo populista e assistencialista.

Sua mulher, Sheila Lopes Clausen, depois de permanecer presa alguns anos, foi candidata a prefeita de Platina em 2012.

Durante a campanha para prefeito, em 1988, Dito Quati se envolveu com tráfico de drogas e chegou a atropelar e matar um policial rodoviário durante abordagem em rodovia na região de Duartina, mas contrariando todas as previsões, acabou eleito.

 

 

Depois de deixar o cargo, se envolveu novamente com a criminalidade e foi preso em outubro de 2002 em Maringá, como chefe de uma quadrilha de roubo de veículos importados que eram enviados para o Paraguai. Junto com ele, estavam os filhos William Lopes Clausen e Gilberto Jean Lopes Clausen, que também foram apontados como autores de outros crimes, inclusive tráfico de drogas.

 

Em maio de 2003, os três foram resgatados do mini-presídio da 9ª Subdivisão Policial de Maringá (SDP). A ação foi executada por cinco homens de Londrina, que foram contratados para o serviço, supostamente por familiares do ex-prefeito. A família Clausen chegou a manter um laboratório de refino de cocaína em Londrina, segundo a polícia, que foi fechado em 1995. Na época, eles foram presos e também conseguiram fugir da cadeia, capturados somente em 1997, durante ação em Curitiba.

Dito Quati tinha um total de condenações que ultrapassa 61 anos de reclusão pelos crimes de tráfico de entorpecentes, homicídio culposo e múltiplos roubos. O ex-prefeito foi recapturado pela polícia e encaminhado para a Penitenciária de Martinópolis, onde cumpriu parte de sua pena. Ainda não há informação se ele havia recebido benefício da liberdade ou se encontrava foragido.

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