Empresário denuncia “comércio desleal” em atividade de ambulante no centro de Palmital
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Por meio de publicação em rede social, o empresário João Carlos da Silva manifestou indignação com o que chamou de “comércio desleal” que observou na praça Wilson Ramires, às margens da avenida Reginalda Leão, no cruzamento da linha férrea com a rua Vereador Lopes, no centro da cidade.

Conforme imagens postadas, um ambulante estaria oferecendo tapetes, móveis e outros artigos em desacordo com a legislação municipal.

Eu, como comerciante, fico Indignado com ambulantes nas ruas de Palmital que não recolhem impostos, não empregam ninguém da cidade, levam o dinheiro da cidade para longe e ainda por cima podem trazer o covid para dentro de nossa cidade”, diz trecho da postagem.

A publicação foi acompanhada de fotos que mostram os produtos expostos na calçada da praça e da placa instalada em uma das entradas da cidade que cita o Decreto nº 4586, de 29 de maio de 2020, e proíbe a entrada de ambulantes em Palmital.

Entendo que todos devem e merecem ter seu ganha-pão, e respeito esses trabalhadores ambulantes. Porém, as autoridades deveriam colocar regras para pagamento de impostos que nós comerciantes pagamos. Pagamos impostos em cima dos produtos, pagamos impostos com colaboradores, pagamos impostos com os prédios das lojas, pagamos impostos com os carros utilizados no transporte dos produtos, pagamos água, luz, telefone, sistemas e ainda tenho uma longa lista”, enfatizou João Carlos.

O empresário destacou ainda que a atividade dos ambulantes representa “concorrência desleal” que revolta os comerciantes que recolhem seus impostos no município.

Ele finalizou o que chamou de “desabafo”, ressaltando que o Decreto nº 4586, editado pelo prefeito Ronqui no final de maio deste ano, proibia a entrada de vendedores ambulantes em Palmital para evitar riscos de transmissão do coronavírus.

A assessoria da Prefeitura esclareceu que o decreto tinha validade temporária, inicialmente por 60 dias, e teve prorrogações, vigorando até 31 de outubro.

A municipalidade, a partir de relato do fiscal que acompanha as atividades na cidade, informou também que o ambulante citado na denúncia é um Microempreendedor Individual (MEI) e recolheu a taxa para atuar em Palmital. Em situação regular, recebeu autorização para trabalhar no local onde oferece seus produtos.

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