Estado de SP tem maior índice de estupro de crianças e adolescentes no trimestre desde 2016
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Levantamento realizado pelo Instituto Sou da Paz com base em dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública mostra que o número de estupros de crianças e adolescentes no estado atingiu o maior patamar desde 2016, quando governo estadual passou a separar os indicadores criminais de acordo com a vulnerabilidade da vítima

 

Foram registrados 3.102 estupros no 3º trimestre de 2019 – o maior número dos últimos 18 meses, sendo que 2.316 casos envolveram crianças e adolescentes com idades de até 14 anos. O que significa 24 crianças e adolescentes estupradas por dia no estado.

 

Stephanie Morin, gerente de pesquisas do Instituto Sou da Paz, afirma que a alta nos indicadores do estupro é consequência de vários fatores. “É o resultado de muitas falhas, em muitas frentes. Não existe uma só causa da violência sexual no país e em São Paulo. Mas uma forma de atacar o problema, considerando que tantas vítimas são vitimadas na sua casa, é educar essas pessoas, educar pessoas que têm contato com elas, a identificar os sintomas e conseguirem encaminhar essas pessoas para uma rede de acolhimento e proteção”, afirma Stephanie.

 

Ana Cláudia Carletto, secretária-executiva de Política para Mulheres da Prefeitura de São Paulo, diz que, em muitos casos, homens agressores mantêm as mulheres também sob domínio financeiro, impedindo-as de buscar ajuda. “Uma outra violência que também é muito forte é a violência patrimonial. Há casos de homens que tiram dinheiro e roupas da mulher para que ela não saia de casa para fazer a denúncia e que, dessa forma ele continua mantendo essa mulher sob violência. Então, são realmente situações muito tristes”, afirma Ana Cláudia.

 

A Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) diz que o governo de São Paulo tem intensificado as ações de combate à violência sexual, inclusive com campanhas publicitárias. A pasta diz que aumentou para 10 o número de delegacias de apoio à mulher que funcionam 24 horas por dia.

 

A coordenação municipal de política pública para crianças e adolescentes diz que, em caso de suspeita de abuso, as escolas e famílias devem procurar o conselho tutelar da região para denunciar.

Fonte: G1

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