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Hospitais tiveram 233 hospitalizações provocadas pela doença nesta segunda (21). No pior momento da pandemia, em março de 2021, índice chegou a ser de 3.399 internações diárias.

O estado de São Paulo registrou nesta segunda-feira (21) a menor média móvel de novas internações por Covid-19 desde o início da pandemia. Foram, em média, 233 hospitalizações provocadas pela doença.

Os dados consideram internações em leitos de enfermaria e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em hospitais particulares e públicos, de pacientes com confirmação ou suspeita de Covid-19. A média móvel leva em consideração os dados dos últimos sete dias.

Desde 16 de março, o estado está batendo, sucessivamente, o recorde de menor média móvel de internações por Covid-19. Antes disso, o menor número havia sido registrado no ano passado, em 10 de dezembro, com 269 hospitalizações.

No entanto, ainda em dezembro, o indicador voltou a subir com a chegada da variante ômicron, o que causou uma nova onda de casos (veja os dados no gráfico abaixo).

No pior momento da pandemia, em 26 de março de 2021, o índice chegou a ser de 3.399 novas internações diárias. Na época, o estado enfrentou esgotamento de leitos e ao menos 230 pessoas com Covid-19 ou suspeita morreram na fila por um leito de UTI na região metropolitana.

A queda ocorre em meio a flexibilização do uso de máscaras no estado e ao aumento no percentual da população vacinada contra o coronavírus em São Paulo.

O estado atingiu a meta de vacinar 90% da população elegível contra a Covid-19 na última quarta-feira (16). O número desta segunda (21), de 90,70%, equivale ao percentual da população com mais de 5 anos de idade que já tem o esquema vacinal completo. O governo considera esquema vacinal completo a imunização com pelo menos duas doses de vacinas contra o coronavírus, ou a dose única, no caso do imunizante da Janssen.

Em relação à população total do estado de São Paulo, ou seja, considerando também as crianças de menos de 5 anos, que ainda não podem ser vacinadas, o percentual de imunização chegou a 84,20% nesta segunda-feira (21). Foram aplicadas mais de 103 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 no estado, segundo o painel do governo estadual.

Flexibilização da máscara

Pessoa anda com máscara de proteção contra a Covid-19 na mão — Foto: ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Pessoa anda com máscara de proteção contra a Covid-19 na mão — Foto: ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), assinou o decreto que encerra a obrigatoriedade do uso de máscara em locais fechados na última quinta-feira (17).

A medida foi decretada um dia após o estado de São Paulo registrar o menor número de internações diárias, em 16 de março.

Desde o decreto, o uso de máscaras passou a ser obrigatório apenas em locais destinados à prestação de serviços de saúde e no transporte público. O uso também é necessário em aeroportos e aviões, segundo determinação da Anvisa. A máscara tornou-se opcional em outros ambientes, como escolas e comércio. Desde 9 de março, o uso já não é mais obrigatório em locais abertos.

Apesar disso, ainda é comum ver pessoas usando a proteção em ambientes onde ela não é mais necessária.

A decisão de liberar o uso em ambientes internos foi criticada entre especialistas: a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) diz que a decisão é precipitada.

Especialistas ouvidos pelo g1 alertam que, ao menos para alguns grupos de risco, o fim do uso do equipamento de proteção é ainda mais perigoso.

A flexibilização no estado de São Paulo ocorreu em meio a um sinal de alerta que surgiu com o aumento de casos de Covid-19 em países da Europa e da Ásia. Para cientistas, essa nova onda pode ser fruto de diversos fatores, como a estagnação da cobertura vacinal, flexibilizações sanitárias e mudança comportamental da população.

Fonte: g1

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