Estado de SP volta à fase vermelha nesta sexta de Natal até domingo para frear avanço da Covid-19; veja o que abre e o que fecha
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O Estado de São Paulo retrocedeu à fase vermelha na sexta-feira (25/12) de Natal, no sábado (26/12) e no domingo (27/12) para tentar conter o avanço da pandemia de coronavírus durante a quarentena.

A medida vale para Palmital e os demais municípios da Comarca e da região de Marília.

A fase vermelha, medida mais restritiva do plano de contenção do governo João Doria (PSDB) contra a propagação da doença, também ocorrerá em todas as regiões do estado, a partir do feriado do Ano Novo, nos dias 1º, 2 e 3 de janeiro de 2021.

Veja abaixo o que abre e fecha nessa fase vermelha, que afeta principalmente comércios e serviços em geral. Apenas os serviços essenciais poderão funcionar nessa etapa.

A reclassificação foi anunciada na terça-feira (22/12) pelas autoridades após aumento no número de casos e de óbitos pela Covid-19 nas últimas semanas no estado. Um dos objetivos do governo é evitar a propagação do vírus durante as festas de fim ano. Desse modo, reduziria, por exemplo, a ocupação dos hospitais com doentes em razão da Covid-19.

REGRAS DA FASE VERMELHA

Confira abaixo as regras da fase vermelha da quarentena em São Paulo:

Podem funcionar nos dias 25, 26 e 27 de dezembro e 1º, 2 e 3 de janeiro:

Hospitais

Clínicas de saúde

Farmácias;

Mercados;

Padarias;

Açougues;

Postos de combustíveis;

Lavanderias;

Meios de transporte coletivo, como ônibus, trens e metrô;

Transportadoras, oficinas de veículos

Atividades religiosas

Hotéis, pousadas e outros serviços de hotelaria.

Bancos

Pet shops

Não abrem nos dias 25, 26 e 27 de dezembro e 1º, 2 e 3 de janeiro:

Shoppings;

Lojas;

Concessionárias;

Escritórios;

Bares, restaurantes e lanchonetes (exceto para delivery);

Academias;

Salões de beleza e barbearias;

Cinemas, teatros e outros estabelecimentos culturais.

O estado de São Paulo registrou nesta quinta-feira (24), véspera de Natal, 9.351 novos casos de coronavírus e 182 mortes. Se comparado a 30 dias atrás, a média móvel de mortes aumentou 53% e, a de casos, 50%. Desde o início da pandemia, já foram 45.758 mortes e 1.418.491 casos confirmados.

Segundo o governo de São Paulo, as taxas de ocupação dos leitos de UTI são de 66,8% na Grande São Paulo e 61,9% no estado. O número de pacientes internados é de 10.728, sendo 5.947 em enfermaria e 4.781 em unidades de terapia intensiva, conforme dados do meio-dia desta quinta-feira. Mais de 150 mil pessoas foram internadas e tiveram alta hospitalar.

Atualmente, todos 645 municípios têm pelo menos uma pessoa infectada, sendo 603 com um ou mais óbitos.

Presidente Prudente

Até quinta-feira quase todo o estado estava na fase amarela. Com exceção da região de Presidente Prudente que já figurava na fase vermelha.

Nas próximas segunda-feira (28), terça (29), quarta (30) e quinta (31), todas as regiões do estado, com exceção à região de Presidente Prudente, retomam à fase amarela. Prudente permanecerá na vermelha durante esses dias.

A fase vermelha é a mais rígida do Plano São Paulo de combate à Covid-19, restringindo o funcionamento de comércios e serviços, como shoppings, bares, restaurantes, academias etc.

Ainda na fase vermelha, seguirão funcionando serviços considerados essenciais, como saúde, alimentação, abastecimento e transporte etc mediante protocolos de higiene de distanciamento social.

O governador João Doria publicou em seu Twitter que voltará a São Paulo após seu vice ser diagnosticado com Covid-19 — Foto: Reprodução/Redes sociais

O governador João Doria publicou em seu Twitter que voltará a São Paulo após seu vice ser diagnosticado com Covid-19 — Foto: Reprodução/Redes sociais

Na quinta-feira, o governador João Doria chegou a São Paulo depois de ter voltado de uma viagem que fez a Miami, no dia anterior, na quarta-feira (23). Ele afirmou nas suas redes sociais que tinha ido aos Estados Unidos com a família para participar de conferências, mas desistiu após saber que o vice-governador Rodrigo Garcia pegou covid e não poderia ficar à frente do governo na ausência de Doria.

Fonte: G1

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