Ex-atletas contam como é o sexo na Vila Olímpica durante os Jogos
O segredos do sexo na Vila Olímpica e as camas de papelão
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As Olimpíadas de Tóquio reúnem a nata do esporte mundial, e cerca de 18 mil atletas e dirigentes vão se hospedar na Vila Olímpica, um complexo com 21 prédios na capital japonesa. A prática sexual nas vilas olímpicas sempre foi tema dos Jogos e, em Tóquio, não será diferente. Nem mesmo a pandemia do coronavírus deve ser impedimento.

O Comitê Organizador não proíbe a prática na vila e até encomendou 160 mil camisinhas para “aumentar a conscientização sobre sexo seguro”. Apesar disso, sugeriu que os atletas evitem “contatos íntimos” na Vila Olímpica para barrar o contágio pelo vírus.

Para a ex-atleta Susen Tiedtke, atualmente com 52 anos, é “impossível proibir o sexo na vila olímpica”. “[A proibição] é um grande motivo de chacota para mim, não funciona de jeito nenhum. Sexo é sempre um problema na vila, disse Tiedtke, que competiu nos jogos de Barcelona (1992) e de Sidney (2000).

Susen Tiedtke

“Os atletas estão no auge físico nas Olimpíadas. Quando a competição acaba, eles querem liberar suas energias. Há uma festa após a outra, então o álcool entra em jogo. Acontece que as pessoas fazem sexo e há um número suficiente de pessoas que se esforçam para isso”, contou a ex-atleta em entrevista ao jornal alemão Bild.

Ela contou que fez mais sexo durante as duas semanas hospedado na Vila Olímpica nos jogos de Barcelona do que já havia feito na sua vida até ali. Outra que já comentou sobre a prática sexual nas vilas olímpicas foi a ex-goleira Hope Solo. A estadunidense disse à ESPN que “viu atletas fazendo sexo abertamente”.

Bicampeã olímpica (Pequim-2008 e Londres-2012), Solo contou que ela própria fez sexo com uma “celebridade” sem revelar o nome. O atirador estadunidense Josh Lakatos afirmou: “Nunca testemunhei tanta devassidão em toda a minha vida”, depois de sua experiência em Sidney.

CAMAS DE PAPELÃO

As camas feitas de papelão são novidade na Vila Olímpica de Tóquio. Nas redes sociais, os internautas questionaram a resistência do móvel, e algumas pessoas, como o corredor estadunidense Paul Chelimo, chegaram a sugerir que elas seriam uma medida “antissexo”.

As camas que serão instaladas na Vila Olímpica de Tóquio serão feitas de papelão, com o objetivo de evitar a intimidade entre os atletas“, escreveu ele no Twitter.

No primeiro fim de semana, porém, o ginasta irlandês Rhys McClenaghan pulou na cama e afirmou que é “falsa” a informação de que o móvel quebraria com “fortes impactos“. “As camas deveriam ser antissexo. Elas são feitas de papelão, sim, mas aparentemente foram feitos para quebrar com movimentos bruscos. É falso! Notícia falsa! – disse Rhys, pulando na cama”, disse ele em vídeo no Twitter.

Em sua conta oficial, o comitê organizador de Tóquio compartilhou o vídeo do atleta. “Obrigado por desmascarar o mito. As camas sustentáveis de papelão são resistentes“.

Na realidade, apesar de serem feitas de papelão, as camas usadas na Vila são projetadas para suportar até 200 kg, segundo o fabricante Airweave.

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