Família reproduz “meme do caixão” e enterra idoso com dança e música: “Não queria ninguém chorando” — Confira vídeo
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Meses atrás, o “meme do caixão” tomou conta das redes sociais, ao mostrar carregadores segurando caixões e dançando, em meio a uma cerimônia fúnebre muito comum em Gana.

Uma família de São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, se inspirou no viral da internet para realizar o cortejo de um parente no último sábado (01/08).

A família de Milton Dias Martins, de 69 anos, que morreu vítima de cirrose hepática no dia 30 de julho, escolheu a mesma música usada de plano de fundo dos registros da web — “Astronomia”, de Vicetone & Tony Igy — e fez vários passinhos enquanto levava o caixão do idoso até a cova. O enterro foi feito no Cemitério de Maruí, no bairro Barreto, em Niterói.

Os registros foram publicadas na última terça (04/08) na página de Facebook de Rodrigo Lopes, um dos filhos do falecido. Segundo a publicação do rapaz, essa despedida animada, sem lágrimas ou tristeza, foi o último pedido feito em vida pelo patriarca da família.

“Então tá aí. Meu pai não queria ninguém chorando, então vamos lá. Descanse em paz. Sempre te amaremos até após a morte. Amor da família é pra sempre. Fica na paz de Cristo”, escreveu.

 

Assista ao vídeo:

 

 

A irmã de Rodrigo, Lila Luciene, também deixou um recado na sessão de comentários da publicação, explicando que essa foi a maneira que os entes encontraram de demonstrar todo o afeto e carinho que sentiam por Milton.

“Foi difícil, mas tivemos que engolir o choro e fazer uma festa para ele do jeito que ele pediu. Foi a única forma dele sentir, pela última vez, nosso amor e respeito por ele!”, declarou.

 

Além de Rodrigo e Lila, Milton deixou outros cinco filhos: Maria Graças, André Luiz, Paulo Sérgio, César Augusto e Mônica Lopes. Que descanse em paz!

 

SOBRE A TRADIÇÃO

Para nós, a marcha fúnebre toda animada pode parecer uma brincadeira, mas isso é algo bastante comum em Gana, país localizado no Golfo da Guiné, na África Ocidental. O movimento foi criado em 2012 por Aidoo, que é agente funerário.

Em entrevista à BBC, feita em 2017, ele explicou que a adição de coreografias aos cortejos seria apenas mais uma opção disponível dentre os serviços oferecidos aos seus clientes. “Quando o cliente vem até nós, perguntamos: ‘Você quer algo solene ou um pouco mais teatral? Ou talvez uma coreografia?’”, explicou Benjamin.

 

No continente africano, há diferentes tradições funerárias, como enterros festivos, para celebrar a boa vida do falecido, e não necessariamente lamentar a morte com pesar. E há quem pague milhares por uma despedida como essa! Dependendo da importância da pessoa para a sociedade, a animação pode custar um valor de R$ 80 mil, segundo a fonte.

 

“Os carregadores de caixões elevam o ânimo nos funerais no Gana com danças loucas. As famílias pagam cada vez mais dinheiro pelos seus serviços para que se possam despedir dos seus entes queridos desta forma”, mencionou a reportagem. Interessante, né?

Fonte: Hugo Gloss

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