Um médico foi preso preventivamente na última quarta-feira (17/06) em Itaúna do Sul, no Noroeste do Paraná, sob a suspeita de transformar o centro cirúrgico de um hospital municipal em seu quarto particular e de fazer ameaças contra a vida de servidores públicos. A operação, conduzida pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), também cumpriu mandados de busca e apreensão na unidade de saúde.
Durante a ação, as autoridades constataram que o profissional e sua esposa utilizavam o espaço público para fins pessoais durante os plantões. A sala, que deveria estar destinada a procedimentos cirúrgicos, foi mobiliada com cama, guarda-roupas e televisão. No local, também foram encontrados pertences pessoais do casal, incluindo roupas e uma toalha bordada com o nome do investigado.
A investigação do MP-PR teve início após denúncias de funcionários do hospital, que descreveram a rotina de trabalho com o médico como um verdadeiro “filme de terror”. Segundo os relatos e a nota oficial do órgão, o suspeito impunha um regime de arbitrariedades e chegou a perseguir até mesmo familiares dos servidores que se encorajaram a relatar as irregularidades. O processo tramita em sigilo, motivo pelo qual a lista completa dos crimes apurados ainda não foi detalhada.
O médico é servidor concursado em Itaúna do Sul e também atua no hospital municipal de Nova Londrina, cidade onde, até o momento, não há registros de infrações cometidas por ele. O registro profissional do médico no Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) permanece ativo. A defesa do investigado negou todas as acusações e informou que já protocolou um pedido para a revogação da prisão.
Em nota oficial, a Prefeitura de Itaúna do Sul declarou que respeita a atuação dos órgãos de Justiça e colabora integralmente com as apurações. A administração municipal ressaltou ainda que os atendimentos à população seguem ocorrendo normalmente no hospital e que aguarda a investigação dos fatos com a devida cautela e imparcialidade.
Fonte: TNOnline












