Homem é investigado por suspeita de torturar gatos e ameaçar ONG

Um homem é investigado por torturar gatos e ameaçar integrantes de uma ONG de proteção animal em Caxias do Sul, na Serra do RS. Imagens encontradas em celulares do suspeito mostram animais sofrendo mutilações e torturas, segundo a ONG.

Ele foi preso em flagrante em setembro do ano passado, após uma denúncia de maus tratos e tortura feita pela ONG Sem Raça Definida. Na residência dele, a Brigada Militar encontrou oito gatos vivos e um morto amarrados pelo pescoço.

Porém, em dezembro, a Justiça, atendendo a pedido da defesa, autorizou a instauração de incidente de insanidade mental e concedeu a liberdade provisória ao homem. O parecer do Ministério Público foi contrário ao pedido.

Após ameaças às integrantes da ONG, o Ministério Público requisitou que a Polícia retome a investigação.

“Precisamos analisar as medidas que podem ser adotadas durante o processo, já que o suspeito das ameaças já foi, inclusive, denunciado pelo MPRS por maus-tratos a animais”, afirma a promotora de Justiça Janaina de Carli dos Santos. O caso é investigado pela Polícia Civil, que informou que o homem ainda não foi chamado a prestar depoimento.

Presidente da ONG registrou boletim de ocorrência contra o suspeito — Foto: Arquivo Pessoal

Presidente da ONG registrou boletim de ocorrência contra o suspeito — Foto: Arquivo Pessoal

Ameaças por mensagem

Na madrugada de quarta-feira (10/01), a presidente da ONG Sem Raça Definida, Andressa Mallmann Bassani, recebeu uma mensagem com imagens de gatos torturados. Ela afirma ter reconhecido o local onde se passam as imagens, pois havia acompanhado a prisão em flagrante, após as denúncias.

Andressa e a advogada da ONG, Sandra Royo, ainda receberam mensagens de ameaça, supostamente do mesmo homem. “Eu sou dono desse jogo, tudo funcionou e funcionará como eu quiser e assim decidir. Estou apenas 50 passos à sua frente, então corra!”, diz o texto.

Ele ainda teria mandado uma mensagem de áudio em que é possível ouvir um gato gritando ao fundo, e a palavra “miau”, em tom de piada.

“Ele adotava em grupos de Facebook de proteção animal. Ele é um homem bem vestido, bem apessoado. Fazia essas adoções e ia buscar os gatos”, afirma Andressa. Depois das ameaças e dos vídeos, a ONG passou a orientar protetores de animais a evitarem fazer doações sem que seja possível atestar a segurança e as condições do adotante.

A presidente da ONG afirma ter encontrado três celulares no local onde o homem foi preso com muitas imagens e vídeos de gatos sofrendo as mutilações ainda vivos. Por isso, ela acredita que o homem tenha vitimado centenas de animais. Os aparelhos foram entregues à polícia, conforme Andressa.

Fonte: G1

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