Idosa atacada por abelhas na horta de casa morre depois de ficar internada em hospital

A idosa de 80 anos que foi vítima de um ataque de abelhas africanizadas no último domingo (30/08) no Jardim Eldorado em Botucatu (SP), morreu nesta terça-feira (01/09).

A mulher, identificada como Olga Spadot, foi encontrada caída na horta da residência por volta das 16h, coberta com uma blusa para tentar se proteger do ataque e precisou ser resgatada pelo Corpo de Bombeiros.

A equipe utilizou equipamentos de proteção para acessar o local e jatos de água para dispersar a grande quantidade de abelhas.

Após o resgate, a mulher recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi encaminhada em estado grave ao Hospital das Clínicas (HC) de Botucatu, mas não resistiu aos ferimentos.

A Vigilância Ambiental de Botucatu investiga se o caso foi provocado por um enxame migratório ou por uma colônia já instalada no local.

De acordo com o órgão, a cidade já registrou 534 ocorrências envolvendo abelhas africanas neste ano, número superior ao total contabilizado em todo o ano passado.

Após ataque de abelhas africanas, idosa de 80 anos foi encaminhada em estado grave ao Hospital das Clínicas da Unesp, em Botucatu (SP) — Foto: Reprodução/TV TEM

Após ataque de abelhas africanas, idosa de 80 anos foi encaminhada em estado grave ao Hospital das Clínicas da Unesp, em Botucatu (SP) — Foto: Reprodução/TV TEM

O balanço inclui tanto relatos de ataques quanto solicitações para captura de enxames. Em março, uma idosa de 76 anos também morreu após sofrer um ataque de abelhas na cidade. O marido e o filho dela também foram picados e precisaram de atendimento.

Tipos de enxames mais comuns nesta época do ano

Valdinei Silva, coordenador da vigilância sanitária explica os principais tipos de enxames encontrados nesta época do ano — Foto: TV TEM/Reprodução

Valdinei Silva, coordenador da vigilância sanitária explica os principais tipos de enxames encontrados nesta época do ano — Foto: TV TEM/Reprodução

Em entrevista à TV TEM, o coordenador da Vigilância Sanitária, Valdinei Silva, explicou as três situações mais comuns neste período:

  • Abelhas polinizadoras: em época de floração, circulam para realizar a polinização de flores e árvores urbanas. Essas abelhas não costumam ter um comportamento defensivo.
  • Abelhas migratórias: são enxames em trânsito que costumam pousar temporariamente em beirais de telhados, lixeiras, calçadas, galhos de árvores e outros locais. Permanecem de 24 a 48 horas no local, e não tendem a apresentar comportamento de defesa.
  • Abelhas fixadas: enxames instalados em um local fixo como vãos de muros, forros de uma edificação e outros. Neste caso, deve acionar a Vigilância para realizar a avaliação e manejo adequado em segurança.

Fonte: g1

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