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Bancário aposentado e músico, que integrou o grupo Os Atuais, foi sepultado na quarta-feira

O bancário aposentado e músico José Aparecido Ferreira, o Spanier, que integrou o famoso conjunto Os Atuais, nos anos de 1960, morreu na quarta-feira, em Londrina, aos 73 anos. Filho de ferroviário e nascido em Ibirarema, em 1945, Spanier ganhou o apelido quando vivia com a família no postinho da Estrada de Ferro, entre Palmital e Sussuí, que levava esse nome.

Spanier começou a trabalhar muito cedo no escritório Bergamaschi, de contabilidade e, com excelente caligrafia, quase artística, era responsável pelos lançamentos nos enormes livros de registros usados na época. Outra atividade de arte desenvolvida pelo jovem Spanier foram os desenhos e letreiros de cartazes dos filmes da programação do Cine Palmital, que ficavam expostos no saguão do cinema. Autodidata, aprendeu a tocar instrumentos de corda e depois se especializou em guitarra, como solista.

Junto com os amigos Zezinho Carabina (bateria), Sergio Vaz (bandolim elétrico), Lazinho Cardoso (baixo e vocal) e Dirceu (guitarra base), compôs o conjunto musical Os Atuais Alucinantes, que durante vários anos foi um dos principais de Palmital e da região. O grupo, do qual também participaram os irmãos de Dirceu, Aldemar e Ivanice, além de Valdentar e Jorginho Carioca, animava bailes no São Paulo Clube e em cidades da região e, no auge do sucesso, foi convidado a participar da festa de inauguração de uma emissora de TV regional do Norte do Paraná.

Spanier escolheu fazer carreira no Banco do Brasil, quando passou em concurso público para três instituições. Como bancário, atuou em várias cidades do Paraná, Mato Grosso, Pará e Minas Gerais e, na época, chegou ao cargo de auditor como o mais jovem da instituição. Aposentou-se em Londrina, onde viveu com a família e faleceu devido a doença renal. Foi casado duas vezes e deixou sete filhos, quatro do primeiro casamento: Hosana, Luciano, José Ricardo e Vanessa, e três do segundo: Michele, Marcelo e Mariana.

Zézinho Karabina, Spanier, Ivanice, Sergio Vaz, Lazinho Cardoso, Jorginho Carioca e Dirceu Gonçalves

 

Além da música e do desenho artístico, Spanier também se enveredou pela literatura, com textos poéticos publicados no “Jornal de Palmital”, de Pedro Nigro. Ao lado, reproduzimos uma publicação da edição 938, de 8 de fevereiro de 1964.

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