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jornal da comarca polícia

 

Um mecânico de 58 anos foi preso na manhã de domingo por crimes ambientais e posse ilegal de arma em um rancho às margens do rio Paranapanema, nas proximidades da usina hidrelétrica de Canoas II, em Palmital. A ação de fiscalização, durante a Operação Piracema, resultou na constatação de pesca ilegal,  na apreensão de carne de capivara e de três espingardas. O acusado foi autuado na Delegacia da Polícia Civil, de onde saiu preso. Ele também recebeu multas ambientais que totalizaram R$ R$ 5.822,00.

 

De acordo com registros de ocorrência, o flagrante se deu por volta das 9 horas, quando uma equipe da Polícia Ambiental fazia patrulhamento náutico pelo Paranapanema e avistou o mecânico dentro do bote, pescando com petrechos não permitidos, com os quais havia capturado duas piranhas que pesaram 1,2 quilos. Ao perceber a aproximação dos agentes ambientais, ele correu para um rancho e foi abordado posteriormente por policiais militares.

 

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Em vistoria no rancho, os policiais encontraram no freezer 10,2 quilos de linguiça de capivara, animal silvestre cuja caça é proibida. Também foi feita a localização de duas espingardas calibre 28, uma delas com o número raspado, e 36 cartuchos, além de uma carabina modelo Puma, calibre 38, com cinco munições intactas e uma rede de caça produzida a partir de cordão de nylon. Os policiais vistoriaram as armas, que apresentaram boas condições de conservação, todas funcionando.

 

O mecânico disse que as espingardas são de sua propriedade e que não possui registro das armas, mas que a carabina pertence a um amigo, cujo nome foi incluído como investigado na ocorrência. O acusado, porém, negou a prática de pesca e caça ilegal, apesar do flagrante feito pelos policiais, dos apetrechos e peixes e da linguiça de capivara no freezer do rancho.

 

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O delegado Giovani Bertinatti, que assinou o registro da ocorrência na Delegacia da Polícia Civil de Palmital, decretou a prisão em flagrante do mecânico e não arbitrou fiança pelo fato dos crimes acumulados excederam os quatro anos de reclusão. O mecânico foi lavado para a Cadeia de Lutécia, onde ficou preso até a manhã desta segunda-feira (11/02). Em audiência no Fórum da Comarca, no início da tarde, ele ganhou o benefício de responder ao processo em liberdade.

 

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