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“…no governo Lula e com a ministra ambientalista Marina Silva aconteceram muito mais incêndios...”

 

As discussões sobre a proteção ambiental, com conotação mais política do que técnica e científica, está prejudicando as poucas ações positivas levadas a efeito nos últimos anos. Ainda que o assunto tenha voltado à tona com enorme destaque na mídia, muito mais para responsabilizar o atual governo do que para incutir na população o sentimento da importância do desenvolvimento sustentável, o fato é que o equilíbrio do crescimento econômico e da melhoria da qualidade de vida das pessoas com a proteção do meio ambiente é essencial para a preservação do Planeta.

As queimadas causadas pelo hábito cultural, as acidentais ou as criminosas que ocorrem na Amazônia, no Centro Oeste, nos Pampas Gaúchos, no Pantanal e também nos canaviais e nas palhadas de Palmital e da região, são fenômenos recorrentes que ganham mais ou menos importância de acordo com a intenção de atribuir às políticas públicas do momento os efeitos nefastos que causam. Uma notícia de destaque no principal noticiário do país, com a voz grave e acusatória do locutor, informou que as queimadas de 2019 são as maiores desde 2010. Com o mínimo de atenção, o telespectador deduz que, em 2010, no governo Lula e com a ministra ambientalista Marina Silva aconteceram muito mais incêndios com muito menos alarde.

A postura voluntariosa e quase inconsequente do presidente Bolsonaro, que tem o “péssimo” hábito de dizer o que pensa a qualquer momento, seja a jornalistas ou a lideranças de outros países, o transforma em herói ou bandido, de acordo com a predileção política do ouvinte. Alguns consideram que seu discurso, com muitas verdades e até crueldade, pode incitar mais ataque às florestas, mas também se deve lembrar que a mesma fala desperta a mídia e os defensores do meio ambiente, intensificando a discussão de um tema bastante importante.

O mesmo que se discute em nível nacional pode e deve ser trazido ao âmbito municipal, lembrando que a agricultura mecanizada evoluiu muito na preservação do meio ambiente rural com o plantio direto sobre a palha e o manejo de terras e das estradas rurais que evitam as grandes erosões muito comuns no passado. O que ainda se constata é a contaminação e a redução dos rios e das nascentes, muito afetados pela falta de proteção ciliar, que são as matas de suas margens, assim como o pouco cuidado para evitar a contaminação pelos defensivos e fertilizantes agrícolas.

 

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