Palmital, 106 anos de pouco planejamento

“…a exceção, ou as chamadas vistas grossas, que servem a um devem servir a todos…”

O município de Palmital comemora 106 anos de emancipação político-administrativa na próxima terça-feira, 21 de abril, também feriado nacional pelo dia de Tiradentes, mas sem cumprir integralmente o quesito básico do desenvolvimento: o planejamento.

A Palmital emancipada em 21 de abril de 1920 era um pequeno povoado criado a partir do loteamento do fazendeiro Francisco Severino da Costa, conhecido como Mulato Velho, concebido com certo planejamento de ruas retas em perfeita simetria sobre a área mais plana do município.

Depois de seguir o planejamento urbano original na criação do bairro Paraná, do lado de cima da ferrovia, incluindo a igreja na mesma direção da outra,  surgiram os bairros populares como Vila Pícolo, Vila Garcia e Vila Nova, já sem respeitar a concepção original do traçado das primeiras ruas, mas acompanhando a antiga estrada do matadouro, hoje ruas Olegário Pinheiro Machado e Joaquim Amâncio Ferreira.

Como especulação imobiliária, ou para atender a demanda da população de baixa renda, o projeto urbano original foi descaracterizado pela falta de simetria das ruas mais estreitas que não atendem às necessidades do trânsito atual.

Assim como os novos loteamentos não seguiram os traçados originais, o tamanho mínimo dos terrenos também foram reduzidos e as exigências previstas em códigos de obras e posturas esquecidas, fazendo surgir bairros como o Jardim Montreal e o Golden Park, o que prejudicou muito a estética urbana de Palmital.

E, como a exceção, ou as chamadas vistas grossas, que servem a um devem servir a todos, ficou cada vez mais difícil exigir as regras para construção de moradias e galpões comerciais que devem prezar pela estética, a qualidade de vida e a saúde de moradores e usuários.

O prolongamento em pistas únicas e estreitas de ruas importantes, como a Sete de Setembro, Eduardo Zacarelli e Dr. Geraldo Coelho, que deveriam se abrir em pistas duplas como entradas secundárias da cidade, são exemplos da falta de planejamento e da ausência de visão de futuro dos próprios loteadores que não conseguem observar além do momento presente.

Por outro lado, a falta de um Plano Diretor bem elaborado, ou o não cumprimento de regras básicas de ocupação do solo, entregam o crescimento da cidade ao acaso ou aos interesses comerciais momentâneos, mantendo Palmital como cidade com mais de século sem efetivo planejamento urbano.

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Cláudio Pissolito

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