A pequena Ana Lívia, de 6 anos, continua internada na UTI pediátrica do Hospital Regional de Assis. De acordo com familiares, ela apresentou boa recuperação após ter sido picada por um escorpião no Distrito de Sussuí na tarde de domingo (23/10). Diante da situação, parentes e amigos usaram redes sociais para pedir orações pelo restabelecimento de sua saúde.
A menina, que reside em Sussuí com os pais e irmãos, foi atacada quando brincava na praça da Capela de São Roque. A picada, que ocorreu por volta das 14 horas, foi feita por um escorpião amarelo, animal que é altamente venenoso. De acordo com familiares, ela continuou brincando por não ter sentido o ataque inicialmente.
Segundo uma prima, um irmão de Ana Lívia encontrou o escorpião e matou o animal. A menina passou mal e desmaiou, sendo levada ao Pronto-Socorro da Santa Casa de Palmital, de onde foi transferida para a UPA de Assis para iniciar o tratamento com soro antiescorpiônico. Na manhã desta quarta-feira (26/10), a menina continuava em recuperação na UTI pediátrica.
Familiares também informaram que Ana Lívia apresentou melhora considerável desde a internação e está acompanhada da mãe. A menina está consciente, acenando para pessoas, e respondendo bem ao tratamento com soro antiescorpiônico, mas ainda “um pouco de risco”, com estimativa de 72 horas para eliminar o veneno do corpo.
“Atualmente, ela está melhor graças a Deus, com um pouco de risco, mas está bem. Ontem [25/10] mamou leite na mamadeira. Está sem o oxigênio e está reagindo bem ao soro”, contou a prima. A família também espera que, com o tratamento que Ana Lívia vem recebendo, todo o veneno do escorpião seja eliminado e ela possa deixar a UTI e ir para um quarto para completar a recuperação.
SAÚDE – O setor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de Palmital, que é responsável pela notificação dos atendimentos a vítimas de ataques de animais peçonhentos, apurou 37 casos desde 1º de janeiro em Palmital. Em 2021, foram 49 registros. Segundo o órgão municipal, havia crianças entre as vítimas, que passaram por atendimento e receberam a terapia sorológica. Anteriormente, nenhuma havia apresentado complicações ou necessitou de internação.













