Peróla Maria foi diagnosticada com Síndrome de Hipoplásia do Ventrículo Esquerdo, cardiopatia considerada rara. Família da menina precisa de R$ 120 mil para realizar procedimento em SP
A família de uma menina de 3 anos que nasceu com uma síndrome rara, popularmente conhecida como “meio coração”, está realizando uma campanha nas redes sociais e na cidade de Platina para arrecadar o valor necessário para uma cirurgia que pode ser salvar a vida da criança.
Pérola Maria Teixeira Queiroz Bezerra foi diagnosticada com a Síndrome de Hipoplásia do Ventrículo Esquerdo ainda na barriga da mãe com 23 semanas de gestação. A síndrome causa uma atrofia no lado esquerdo do coração, que acaba não se desenvolvendo, por isso o termo “meio coração”.
Os bebês que nascem com essa cardiopatia precisam passar por três cirurgias de correção durante a vida e em alguns casos pelo transplante de coração. Pérola já passou por dois dos procedimentos, o primeiro deles com três dias de vida e o segundo procedimento com 4 meses.
Mas, um acidente vascular cerebral que ela sofreu dois dias após a primeira cirurgia complicou o quadro e, por questões neurológicas, a família foi orientada a realizar a terceira cirurgia necessária em um hospital de referência em São Paulo.
Por conta do AVC, Pérola também precisou passar por uma traqueostomia, uma cirurgia no diafragma e há um ano ela começou a ter convulsões.
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Por conta do AVC, Pérola teve várias sequelas neurológicas — Foto: Arquivo pessoal
“O AVC comprometeu todo o lado direito do cérebro dela e nós passamos por muitos neurologistas que constataram que as questões neurológicas complicaram muito a situação para essa terceira cirurgia que a gente já sabia que ela ia ter que fazer. Essa condição da cardiopatia dela é bem rara e são poucos hospitais que fazem essa cirurgia com excelência inclusive no pós-operatório”, explica a mãe da menina, Wanessa Teixeira Queiroz Bezerra.
“Além da questão neurológica e a cardiopatia, a Pérola também teve H1N1 e Covid-19, nas duas situações ela foi para a UTI e quase morreu. Esse hospital em São Paulo é referência no tratamento dessa cardiopatia e tem todo o suporte necessário para o pós-operatório complicado que a Pérola vai precisar enfrentar , tanto cardíaco como neurológico e pulmonar que também foi comprometido”, completa.













