Missionárias de Santa Terezinha completam uma década de novenas mensais em Palmital
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Fé, devoção e perseverança são as características do grupo Missionárias de Santa Terezinha do Menino Jesus, que atua na Paróquia de São Sebastião, em Palmital. Formado por mulheres católicas, o movimento realiza ininterruptamente há dez anos as novenas mensais na Matriz do centro da cidade. A santa, que previu uma chuva de rosas em atendimento às graças pedidas pelos fiéis, é considerada padroeira do trabalho missionário e protetora dos jovens, das pessoas com doenças infecciosas, dos floristas e jardineiros.

 

O grupo foi fundado por Terezinha Samponi Jardim, Rosélis Bergamaschi, Marlene Fadel e Maria Carmem Martins, que ainda participam do movimento e organizam as atividades das novenas, realizadas sempre entre os dias 9 e 17 de cada mês. As celebrações ocorrem a partir das 15 horas na Capela do Santíssimo, dentro da Matriz de São Sebastião, onde as fiéis montam o altar a Santa Terezinha e rezam para louvar, agradecer e pedir de graças à padroeira.

Neste mês, a novena começou na quarta-feira (09/10) e seguirá até a quinta-feira da próxima semana (17/10). No domingo e na quarta-feira, não há a celebração vespertina e as missionárias de Santa Terezinha participam das missas realizadas na Matriz para homenagear a padroeira. As devotas contam com a assessoria da irmã Maria das Dores Amâncio, da Congregação Missionárias de Ação Paroquial, que atua no Asilo de Palmital e conduz celebrações.

O grupo divulga os dias e horários dos encontros e faz a anotação de todas as pessoas que participaram das novenas. Há um livro em que são registrados os pedidos de orações e de graças para intercessão da santa. Também há a preparação de saquinhos com pétalas de rosas desidratadas que são acompanhados da oração de Santa Terezinha e distribuídos por onde as missionárias passam. Já foram cerca de 5 mil unidades nos últimos anos. Há ainda a entrega de impressos com informações sobre a novena e sobre a padroeira.

 

“Tudo começou de forma simples, com incentivo do pároco Oldeir Galdino, em uma tarde de 9 de maio de 2009. Quando terminamos nossas orações na Capela do Santíssimo, ele nos encontrou e sugeriu nos organizássemos para propagar a devoção a Santa Terezinha por meio de novenas mensais.”, lembrou Rosélis Bergamaschi. “A semente foi lançada e, desde então, realizamos de forma ininterrupta as novenas mensais. As barreiras enfrentadas foram muitas, mas as graças alcançadas foram maiores. São comoventes os testemunhos de cura que fizeram nosso grupo mais fortalecido”, completou.

Além da realização da novena, o grupo organizou na semana passada uma atividade especial na comemoração do dia da padroeira (1º de outubro). As missionárias do movimento foram até o Santuário de Santa Terezinha, em Bandeirantes (PR), para participar das celebrações. As integrantes do grupo, que pretendem manter a tradição nos próximos anos, querem agregar mais devotos para fortalecer o trabalho espiritual e manter vivo o legado de fé da padroeira.

 

QUEM FOI A PADROEIRA

Marie Françoise Thérèse Martin nasceu em Alençon (França), em 2 de janeiro de 1873, em família modesta e temente a Deus. Ela era a caçula de oito filhos do casal Louis Martin e Zélia Guérin. Teresinha entrou para o Mosteiro das Carmelitas em Lisieux aos 15 anos de idade, com a autorização do Papa Leão XIII. Sua vida se passou na humildade, simplicidade e confiança plena em Deus.

 

A saúde muito frágil fez com que ela sucumbisse vítima da tuberculose, morrendo aos 24 anos em 30 de setembro de 1897. Antes de partir, fez a promessa de que “depois da minha morte, farei cair do Céu uma chuva de rosas. Deus há de fazer-me todas as vontades no Céu, em prêmio de eu não ter feito nunca a minha vontade na Terra”. Por isto, é considerada uma santa que pode intervir para todos os pedidos de graças.

 

Um ano depois de sua morte, a partir de seus escritos, foi publicado o livro “História de uma alma”, que foi traduzido em mais de 60 idiomas e mostrou as mensagens de fé da religiosa. Ela foi beatificada em 1923 em 1925, pelo Papa Pio XI, que a declarou “Patrona Universal das Missões Católicas”, em 1927. Foi proclamada santa em 19 de outubro de 1997, pelo Papa João Paulo II. A santa carmelita, mesmo com sua vida contemplativa, tornou-se a padroeira das missões e doutora da Igreja pela contribuição dos escritos e interpretações do pensamento cristão.

 

ORIGEM DA NOVENA

No dia 5 de dezembro de 1925, o Reverendo Padre Putigan, começou a Novena das Rosas a Santa Terezinha, com 24 Glórias para representar os anos de vida da padroeira, e pediu como sinal que alguém lhe desse uma rosa desabrochada. No quinto dia, oferecem-lhe uma da cor vermelha. No dia 24 de dezembro do mesmo ano, começou a segunda novena e pediu como sinal, uma rosa branca. No quarto dia da novena, uma enfermeira entregou-lhe uma rosa branca dizendo: “Tome padre esta rosa que lhe manda Santa Teresinha”. Como em ambos os casos lhe foram concedidas as graças, ele resolveu propagar a novena e escolheu que as celebrações ocorressem sempre entre os dias 9 a 17 de cada mês.

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