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Tudo o que fazemos deve passar, sempre, por avaliação. Avaliar é preciso para corrigir, decidir, recomeçar, reorientar. Avaliar é preciso para conseguirmos fazer uma boa revisão de vida: os planos, os projetos, as decisões, os compromissos…

Avaliação e auto-avaliação. Porque não basta olhar a vida a vida a partir de fora. É preciso entrar “no dentro de si mesmo” e fazer o confronto com a verdade.

Avaliação se faz o tempo todo. Não vamos esperar o fim do processo, porque pequenos desvios podem se tornar maiores se não forem corrigidos a tempo. Temos que ser como as cozinheiras que, não esperam que a comida esteja na mesa para verificar se deu tudo certo: enquanto preparam a receita, vão provando de vez em quando, verificando o ponto de cozimento, a consistência do molho… assim podem tomar as providências necessárias.

A avaliação, não é hora de distribuir culpas (ou fugir delas), nem de fazer de conta que tudo deu certo para “não ficar feio”. Avaliação serve para melhorar o processo, aprofundando o que deu certo, aproveitando as descobertas feitas durante o trabalho e detectando erros para não serem repetidos. Para que seja assim de fato, é preciso que se faça alguma coisa a partir das avaliações.

Para uma avaliação bem sucedida deve-se levar em conta três aspectos importantes: 1) identificar problemas e acertos durante a execução dos trabalhos; 2) comparar o resultado obtido com o que tinha sido proposto nos objetivos e 3) procurar descobrir as causas das falhas para cuidar delas mais adiante.

Devemos avaliar, entre outras coisas: as relações interpessoais; a qualidade da participação, da partilha e do crescimento; a solidez dos resultados; as descobertas feitas durante o trabalho; a eficiência (ser eficiente não é trabalhar demais; é trabalhar de tal forma que se consiga o máximo possível sem desperdício de esforço); a satisfação que as pessoas tiveram (ou não) por ser parte do que foi realizado; as novas necessidades que percebemos a partir do que deu certo e do que deu errado.

Avaliação não é “fecho de ouro” para encerrar nada. Feita a avaliação, é preciso que ela tenha consequências: se algo está errado, se há deficiências, alguma ação nova há de acontecer para tentar sanar o problema.

Encarando a importância da avaliação conseguiremos fazer Revisão de Vida!

Imagine que você está para morrer. Peça tempo para estar a sós e escreva para os seus amigos uma espécie de testamento, cujos capítulos ou partes poderiam ter títulos baseados nos seguintes tópicos:

  1. As coisas que amei: as experiências que me foram caras…as ideias me trouxeram libertação… as crenças eu deixei para trás… as convicções foram minhas normas de vida.
  2. O que eu vivi melhor: as visões interiores que obtive na escola da vida, vivendo… a visão de Deus, do mundo, do homem, de Jesus Cristo, do Amor, da religião, da Oração.
  3. Os valores que cultivei: os riscos que enfrentei… os sofrimentos que me amadureceram… as lições que a vida me ensinou… a influências que modelaram minha vida (pessoas, ocupações, livros, acontecimentos…)
  4. A nova força que adquiri: os textos bíblicos que iluminaram meu caminho… os fatos de minha vida dos quais eu me arrependo… as realizações de minha vida… as pessoas que venero em meu coração… os meus desejos não realizados…
  5. As novas iluminações: Uma poesia (minha ou de outro); uma oração; um desenho; uma foto de revista; um texto bíblico; ou qualquer coisa que me pareça apropriada para pôr um fecho neste meu testamento…

Faça isso e 2019 será completamente diferente que 2018, pelo menos no quesito empenho pessoal com a própria vida!

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