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“…oferecendo tempo, conhecimento e trabalho como incumbência desobrigada, o voluntário se torna cidadão em sua plenitude…”

 

Duas notícias muito positivas ilustram a edição de hoje do JC: a criação do Centro de Voluntariado da Santa Casa de Misericórdia, cujos primeiros serviços estão sendo realizados com profissionais da construção, sob supervisão de um engenheiro civil, e o mutirão de limpeza realizado no Anel Viário Municipal por jovens do Interact Club. Em ambos os casos, o que se constata é a participação da sociedade em atividades de interesse coletivo. O primeiro, para auxiliar na recuperação do único hospital da cidade e, o segundo, fazendo a conscientização, pelo força do exemplo, da importância dos bons hábitos, da cidadania, higiene, limpeza e proteção ambiental.

O sentido de voluntariado é bastante amplo e as atividades muito abrangentes, pois podem se estender pelos mais diversos setores da atividade humana, principalmente em ações comunitárias, beneméritas, religiosas ou de apoio ao poder público. Quando existe participação espontânea com o objetivo de modificar a forma de pensar e agir das pessoas, o voluntariado ganha também o aspecto de transformação da sociedade que se torna mais unida e vigilante pela manutenção do patrimônio público e em defesa dos interesses coletivos, sem qualquer vantagem de ordem pessoal que não seja a de comemorar os resultados alcançados.

Muito comum em países desenvolvidos, os centros de voluntariado servem à sociedade de forma permanente e em sistema de revezamento contínuo, pois não existe a obrigatoriedade do trabalho, mas sim a participação espontânea e de satisfação pessoal em colaborar com uma obra, um projeto ou uma causa que possa beneficiar a outros. Sem qualquer interesse remuneratório, oferecendo tempo, conhecimento e trabalho como incumbência desobrigada, o voluntário se torna cidadão em sua plenitude, pois além de participar de uma plataforma comum, torna-se multiplicador da consciência coletiva da doação.

As igrejas e as religiões, em geral, são especialistas em arregimentar voluntários para suas atividades e, de forma recorrente, fazem de pessoas comuns importantes agentes transformadores e multiplicadores de ideias, projetos e planos. Em outra vertente, as chamadas entidades e as sociedades de cunho benemérito também utilizam o trabalho voluntário entre seus pares para alcançar objetivos, enquanto o poder público pouco recebe em ajuda espontânea, pois já se convencionou a considerar que o Estado é apenas o provedor, quando na verdade tudo muito depende da boa vontade coletiva.

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