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“…a melhor forma de introduzir hábitos saudáveis e incentivar atitudes altruístas é por meio de campanhas sérias…”

 

A adesão da Santa Casa de Palmital à campanha Tampinha Legal, que recolhe tampas plásticas de embalagens para reciclagem e cujos recursos são destinados à entidade é mais uma medida importante de preservação ambiental e de benemerência, uma vez que a iniciativa inclui os voluntários. Em Campos Novos Paulista, a secretaria de saúde da Prefeitura realizou o 1º Mamaço da Praça, em iniciativa que levou mães lactantes e seus filhos em idade de amamentação para o registro fotográfico do nobre gesto e entrega de diplomas, incentivando uma atitude positiva e essencial à saúde das crianças e também das mães.

Em ambos os casos, os objetivos são bastante nobres ao incentivar a cultura da preservação ambiental com resultados financeiros para uma entidade que necessita de ajuda, e a saudável prática da amamentação como meio preservação da boa saúde de mães e filhos e de desmistificação do gesto natural que, lamentavelmente, ainda é alvo de preconceito. Considerando que a melhor forma de introduzir hábitos saudáveis e incentivar atitudes altruístas é por meio de campanhas sérias e bem divulgadas, tanto a Prefeitura de Campos Novos como a Santa Casa de Palmital estão no caminho certo.

A participação da sociedade em campanhas de arrecadação, conscientização e promoção de atitudes saudáveis e beneméritas formam novas gerações de pessoas abnegadas, preocupadas com as comunidades em que vivem e com muito mais senso de cidadania. Quando divulgadas junto a crianças e adolescentes, as campanhas ganham ainda mais importância, pois passam a mostrar que a responsabilidade social é de todos e não apenas do poder público, que deve atuar sempre como promotor e incentivador de práticas saudáveis e sustentáveis, sem jamais terceirizar as obrigações inerentes aos órgãos e instituições existentes com essas finalidades.

Outro aspecto fundamental para recuperar o sentido da benemerência e da responsabilidade social é a transparência pela prestação de contas das campanhas, que devem ser sempre muito sérias e comprovar documentalmente a destinação correta dos recursos. Afinal, em uma sociedade em que a população não recebe sequer o devido atendimento básico obrigatório, não se justifica exigir gestos espontâneos de caridade e participação voluntária em campanhas de ajuda a entidades que recebem recursos públicos ou são de responsabilidade dos governos. As campanhas devem ser feitas com seriedade e atender a entidades e pessoas que de fato necessitam.

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