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A viagem do Ano Novo vai ficar mais caro para os usuários do Corredor Raposo Tavares. A Agência Reguladora dos Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) autorizou um reajuste de mais de 6% para as praças administradas pela Concessionária Auto Raposo Tavares (Cart), que administra três rodovias no trecho entre Bauru e Presidente Epitácio. Os novos valores entram em vigor a partir da 0h de segunda-feira, 31 de dezembro.

A tarifa da praça de Palmital, para veículo e eixo comercial, que é atualmente de R$ 7,80, terá um acréscimo de R$ 0,50 e passará a R$ 8,30. O valor para motos sobe de R$ 3,90 para R$ 4,15. Na praça de Assis, o valor vai de R$ 8,10 para R$ 8,70, enquanto para motos passa de R$ 4,05 para R$ 4,35.

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O maior valor de pedágio praticado no Corredor Raposo Tavares será em Presidente Bernardes, cujo valor por veiculo/eixo passará de R$ 8,70 para R$ 9,40 – motos pagam a metade. De acordo com a Cart, em e-mail enviado na tarde desta sexta-feira (28/12), os valores correspondem aos reajustes anuais de tarifas previstos para os anos de 2013 e 2014, que não foram integralmente concedidos à época.

REAJUSTE ANUAL – Em julho de 2018, cumprindo o previsto em contrato, foi aplicado reajuste de 2,85% referente ao IPC-A acumulado nos doze meses anteriores. O reajuste representou acréscimo de R$ 0,20 no valor da tarifa. O novo aumento da tarifa, que chegará a R$ 8,30 na véspera do Ano Novo, representa acréscimo de 6,41% em comparação ao valor atual. Verificando a variação na tarifa em menos de seis meses, de R$ 7,60 no final de junho para R$ 8,30 em janeiro, o reajuste totaliza 9,21%.

PROTESTOS E ELEIÇÃO – Em junho de 2013, em meio à onda de protestos que mostrou o descontentamento da sociedade com a política que culminou com o impeachment de Dilma Rousseff, o governador Geraldo Alckmin anunciou a suspensão do reajuste do valor dos pedágios cobrados nas rodovias privatizadas de todo o Estado de São Paulo. A medida contrariou os contratos firmados entre o governo e as concessionárias, pois o reajuste deveria ser aplicado a partir do dia 1º de julho, quando à época o IPC-A acumulava 6,5% ao ano.

“O reajuste não está sendo adiado por um ano, está sendo cancelado. Nós estamos assumindo o custo disso por um ano”, disse o governador à época. Porém, o reajuste aplicado agora mostrou que a medida foi adiada e colocada em prática mais de cinco anos depois. Em 2014, em pleno período eleitoral, o governo evitou o desgaste com a população e usou um índice de correção inferior à inflação do período.

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