Pedreiro que matou soldador se entrega à polícia
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O pedreiro Arlei Modesto Nascimento, de 42 anos, se entregou à Polícia Militar no início da tarde desta sexta-feira (15/03) para responder pela morte do soldador Victor Gabriel Rodrigues Miranda, de 21 anos. O crime foi praticado na madrugada do último domingo (10/03) no bairro São José, quando o acusado desferiu quatro facadas no jovem. A captura foi feita depois de negociação com o advogado do autor do crime, que estava escondido em canavial na saída para a Água da Aldeia. Informalmente, antes de ser interrogado na Delegacia da Polícia Civil, Arlei alegou que teria agido em legítima defesa.

 

De acordo com informações policiais, Arlei estava escondido em um canavial na PMT-050, no prolongamento da Rua Canaan Tannus, que dá acesso à Água da Aldeia, pouco depois do pesqueiro Cassiano. O pedreiro havia fugido logo após o crime, ocorrido em um bar na Rua Pedro Elias, e teve a prisão temporária decretada pela Justiça desde a segunda-feira. Ele foi conduzido pouco antes das 13 horas, quando equipes de policiais militares foram até o local onde ele estava escondido e teria passado os últimos dias, pois havia sacolas com alimentos no canavial. Segundo informações da equipe, o rapaz teria percorrido a pé grandes trechos da zona rural, chegou até o Paraná pela ponte sobre o Rio Paranapanema, e depois voltou para o local onde ficou escondido nos últimos dois dias.

 

Os policiais responsáveis pela operação afirmaram que, dentro dos preceitos de ação comunitária, a PM de Palmital conta com grande número de colaboradores que prestam informações para ajudar a prevenir e esclarecer crimes. Na manhã desta sexta-feira, após o recebimento de denúncia de que o acusado estava em um canavial, os PMs fizeram contato com o advogado do autor do crime, que indicou a localização do cliente.

 

Os policiais solicitaram apoio de outras unidades deslocadas de cidades da região para montar um esquema que teve como objetivo garantir a segurança do pedreiro e evitar qualquer tumulto durante seu encaminhamento à Delegacia da Polícia Civil, já que houve confusão no local do crime, na madrugada de domingo, quando amigos da vítima tentaram invadir o bar em que ocorreu o crime e atacaram uma equipe da PM. Um dos envolvidos foi preso depois de atirar contra policiais e atingir a viatura que fazia atendimento.

 

 

LEGÍTIMA DEFESA

Os policiais disseram que, informalmente, Arlei alegou que teria agido em legítima defesa, pois Victor estaria com uma faca durante a briga no bar para lhe atingir. O pedreiro teria dito que segurou a arma pela lâmina e conseguiu tomar o instrumento, passando a esfaquear o soldador. Contudo, afirmou não lembrar quantos golpes desferiu nem onde jogou a arma do crime. Durante sua prisão, policiais constataram que o pedreiro apresentava cortes nos dedos indicador e médio da mão direita.

 

No início da tarde desta sexta-feira, o acusado estava acompanhado do advogado na apresentação à Polícia Civil. Depois de interrogado pelo delegado Giovani Bertinatti, Arlei foi levado ao IML de Assis para o exame de corpo delito e encaminhado à Cadeia de Lutécia, onde deve permanecer em cela de segurança afastado de outros detentos. O autor do crime, conforme informações policiais, já possui condenação por tentativa de homicídio praticada em 2012.

 

CRIME

A morte de Victor ocorreu por volta das 2 horas da madrugada do último domingo, no bar localizado na Rua Pedro Elias, no bairro São José. Conforme relatos registrados pela polícia e imagens do circuito de segurança, Arlei e Victor bebiam e conversavam no estabelecimento, mas iniciaram uma discussão e saíram para a rua e lutaram, quando o pedreiro desferiu quatro facadas no jovem, que atingiram o tórax, abdômen, braço esquerdo e costas. O soldador chegou a voltar para dentro do estabelecimento, onde caiu e morreu.

 

Acionada, a PM foi até o local e fechou o bar para preservar a cena do crime e garantir os trabalhos de perícia pela Polícia Civil. Policiais tiveram dificuldade para conter aproximadamente 50 pessoas que estavam na rua e tentavam invadir o estabelecimento para ver o corpo. Devido ao início de tumulto, foi necessário apoio de outras unidades para dispersar o grupo.

 

Durante a confusão, um rapaz de 27 anos, que é conhecido nos meios policiais pela prática de crimes e que estaria incitando as pessoas contra a PM, teria usado uma arma de calibre 32 para atirar contra os policiais, cujo disparo atingiu o capô da viatura.

 

O amigo da vítima, que foi preso por tentativa de homicídio contra os PMs e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, também usou seu carro para abalroar a viatura que estava estacionada em frente ao estabelecimento. Um segundo indivíduo também foi identificado na confusão e deverá responder por resistência.

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