Política, o pior dos vírus
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Em um país continental como o Brasil, maior que a União Europeia, é natural que as contaminações pelo Novo Coronavírus aconteçam de forma alternada, atingindo primeiro os grandes centros urbanos, principalmente aqueles com mais intercâmbio de pessoas, para depois chegar a cidades menores e mais remotas. Como não existe centralização de medidas e muito menos integração entre os governos federal, estaduais e municipais, as regras são estabelecidas de forma aleatória, sem planejamento ou comunicação. É a fórmula perfeita do caos.

Com o país dividido entre prós e contra as três esferas de governo e os mandatários se digladiando por holofotes e protagonismo, quem perde é a população que fica à mercê das vaidades, dos exageros e das omissões. Quando o STF decidiu que as medidas preventivas e restritivas devem ser adotadas pelos Estados e Municípios, não impediu a participação da União na coordenação geral da crise, o que seria absolutamente natural pelo nosso sistema centralizado de gerenciamento do SUS, que atende a mais de 90% dos casos. Assim começou a guerra política de interesse por votos, pela popularidade barata a custa de vidas e a corrida insana pela visibilidade.

 

Leia esta coluna completa na versão impressa do JORNAL DA COMARCA.

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Este post tem um comentário

  1. Antonio A. D. Figueiredo Silva

    Sim. Exatamente isso. E quem está pagando o preço desta insanidade são os 100.000 mortos, até agora.

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