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“…pobres ou ricos, com ou sem plano de saúde, o primeiro atendimento em caso de urgência sempre será pelo Pronto Socorro Municipal…”       

 

As discussões travadas em redes sociais e em rodas de conversas de amigos se restringem a fatos do cotidiano e sem grande importância para a vida das pessoas e para o futuro da cidade. Vídeos reclamando serviços de tapa-buracos, cobrando melhor varrição de ruas, recolhimento de entulho ou mais cuidado com os gramados de praças e canteiros integram o cardápio das reivindicações levadas a público diariamente. Outros se preocupam com a proliferação de escorpiões ou o elevado número de lâmpadas queimadas, tratando quase sempre de assuntos bastante simples e que podem, e certamente serão, resolvidos com certa facilidade.

Entretanto, os temas de mais relevância, que de fato afetam a vida das pessoas e as possibilidades possíveis às novas gerações de palmitalenses quase sempre são relegados a segundo plano. Em tempos de crise econômico-financeira é mais importante priorizar as medidas que podem trazer benefícios diretos, gerar empregos e garantir melhor futuro para a maioria da população. Entre os assuntos mais graves é possível citar a situação financeira da Santa Casa, já parcialmente fechada pelos poucos serviços que presta, além da ausência de discussão e de cobrança pela melhoria do nosso sistema viário.

Para mensurar a importância da saúde e do transporte, basta lembrar que a Santa Casa de Misericórdia é o único hospital em atividade na cidade e que, sejam pobres ou ricos, com ou sem plano de saúde, o primeiro atendimento em caso de urgência sempre será pelo Pronto Socorro Municipal, administrado pela entidade. Outro fator a se considerar é a falta de investimentos em vicinais, no asfaltamento de vias importantes, a conclusão do Anel Viário e a melhoria da rodovia Fuade Haddad, de acesso à Raposo Tavares. Com investimentos imediatos e bem planejados nestes dois setores, já teremos uma cidade muito melhor.

Partindo do princípio de que a valorização das pessoas e também do patrimônio público e particular é o que mais interessa à maioria da população, que precisa de saúde física e mental e de incentivo para investir em atividades produtivas, é possível focar as prioridades em alguns temas básicos, mas de enorme impacto social e econômico. Portanto, o que a população e as autoridades devem exigir e viabilizar é a garantia de funcionamento do nosso hospital e a melhoria dos acessos à cidade para valorização das propriedades e incentivo aos empreendimentos. O resto é perfumaria.

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