Reciclador, que trocava pedras de crack por alimentos, é preso por tráfico e posse de arma em Palmital
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Um reciclador de 50 anos foi preso pela Polícia Militar de Palmital no início da tarde de quarta-feira (19/02) por tráfico de drogas e posse ilegal de arma. O acusado foi surpreendido em sua residência, no conjunto habitacional Antônio Joaquim, ao lado da creche São Sebastião, com grande quantidade de pedras de crack prontas para comercialização e R$ 527,00 em dinheiro. Na residência, também houve a localização de uma arma com numeração raspada. Ele foi apresentado na Delegacia da Polícia Civil, onde foi autuado em flagrante e depois encaminhado à Cadeia Pública de Lutécia.

 

Policiais militares que estavam em patrulhamento pela cidade receberam informações de que o acusado fazia a venda de drogas e estaria armado em sua casa na rua Ângelo José Alves. O reciclador tentou se esconder quando viu a aproximação da viatura e, depois de abordado, negou que estivesse com produtos ilegais no imóvel. Porém, os integrantes da equipe da PM tinham conhecimento que o homem havia sido preso há um ano pela comercialização de entorpecentes, sendo egresso do sistema prisional.

 

O reciclador autorizou que policiais fizessem vistoria na residência. No quintal, os pms encontraram escondidas em um bambu cinco pedras de crack embaladas em plástico de sorvete. Na cama que havia na sala, houve a localização do revólver Taurus de calibre 32, cuja numeração estava suprimida, carregado com cinco cápsulas intactas. No cômodo, também estavam uma bolsa com R$ 333,00 em dinheiro e seis pedras de crack.

 

No banheiro, os policiais encontraram outras 50 pedras de crack dentro do sifão da pia. A equipe chamou reforço do Canil do 8º Baep, de Presidente Prudente, que trouxe a Palmital os cães de faro Katana e Ton. Durante o trabalho, houve a localização de mais seis pedras de crack e R$ 194,00 em dinheiro com cheiro de drogas no armário da sala. As 69 porções de entorpecente pesaram 11,6 gramas.

 

Os policiais prenderam o reciclador e, juntamente com as droga, arma e munição, apresentaram a ocorrência na Delegacia da Polícia Civil, onde o acusado reservou-se no direito de permanecer em silencio. O delegado Giovani Bertinatti, que comandou o flagrante, considerou a materialidade delitiva e manteve a prisão em flagrante por tráfico e posse ilegal da arma de fogo. Diante da gravidade do fato e dos antecedentes criminais do acusado, ele representou à Justiça pela conversão da prisão provisória em preventiva, fazendo com que o acusado fique preso durante todo o processo.

 

 

ACUSADO TROCAVA DROGAS POR ALIMENTOS

Durante a revista na ridência do reciclador, os policiais militares encontraram em um dos quartos diversos sacos de alimentos. Ele alegou que usuários de drogas iam até sua casa e entregavam os mantimentos como forma de “pagamento” pelas pedras de crack que recebiam. O acusado também respondeu positivamente quando questionado se estaria arrependido de praticar crimes.

 

Em seguida, os policiais sugeriram que ele fizesse uma boa ação e doasse os alimentos que os “clientes” traziam para a troca por porções de droga. O reciclador aceitou a ideia e pediu para que os produtos fossem encaminhados para a Apae de Palmital. Após o registro da ocorrência, a escola de educação especial recebeu 37 quilos de arroz, 10 quilos de açúcar, 3 quilos de macarrão, 4 quilos de feijão, um quilo de sal, 6 litros de óleo de soja, 400 gramas de achocolatado e 500 gramas de aveia.

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