Bolivar Figueiredo Silva, que fez história como cartorário e advogado em Palmital, morre aos 98 anos

O cartorário aposentado e advogado Bolivar Figueiredo Silva morreu nesta terça-feira (12/05), aos 98 anos. As causas do óbito não foram divulgadas. Figura querida e conhecida em Palmital, ele teve importante atuação junto ao Judiciário da Comarca e também atuou em entidades e causas sociais, acumulando, em sua longeva vida, um histórico relevante de serviços prestados à população do município.

Conforme familiares, Bolivar Figueiredo nasceu em Platina e havia completado 100 anos em 2025. Porém, devido a dificuldades da família em realizar seu registro de nascimento na época, seu nasciomento foi oficializado em 20 de maio de 1927. Filho de Augusto Severino da Silva e Lídia Luísa de Figueiredo, mudou-se ainda criança para Assis, onde iniciou sua trajetória profissional em uma fábrica de guaraná.

Anos depois, Bolivar iniciou carreira no setor de cartórios, área em que se destacaria ao longo da vida. Em 1951, aos 24 anos, foi nomeado tabelião do Primeiro Cartório de Notas de Palmital, cargo que o aproximou da população e consolidou sua imagem de homem público íntegro e prestativo. Nessa época, iniciou sua longa história marcada pela dedicação ao trabalho e pelo compromisso com a comunidade palmitalense.

Casado desde 1958 com a professora Alice Ribeiro Dias, de Assis, Bolivar formou a família em Palmital, onde criou os filhos Antônio Augusto (Tuto), Cássia, Maria Alice e Bolivar Filho, todos com formação superior. Mesmo após a aposentadoria, o casal permaneceu residindo na cidade, cultivando o vínculo afetivo com o município.

Bolivar participou da política municipal e, como candidato a prefeito em 1982, foi o mais votado entre os três concorrentes, mas não se elegeu devido às regras da época. Candidato pelo MDB, perdeu para a soma dos candidatos da antiga Arena, que elegeu Albino Rainho como o mais votado do partido, embora com menos votos que Bolivar.

Além da atuação profissional, Bolivar se destacou como pecuarista e pela participação em diversas iniciativas comunitárias. Foi diretor do São Paulo Clube, onde contribuiu para a aquisição e estruturação do Clube de Campo, espaço de lazer e integração social que marcou época na cidade.

Sua contribuição mais duradoura, porém, está ligada à Santa Casa de Misericórdia de Palmital, instituição à qual dedicou tempo, esforço e prestígio pessoal. Como diretor e colaborador ativo, ajudou a manter o hospital em funcionamento mesmo em períodos de crise financeira, fortalecendo um dos pilares do atendimento à saúde do município.

Como reconhecimento à sua atuação em prol da cidade, a Câmara Municipal de Palmital realizou uma Sessão Solene especial em 22 de dezembro do ano passado para a entrega do Título de Cidadão Palmitalense ao cartorário. Devido às suas limitações de mobilidade, a reunião ocorreu na residência da família, com a presença do prefeito Luís Gustavo e de vereadores, incluindo Bi Biondi, autor da proposta.

Bolivar esta sendo velado na Funerária Santa Terezinha desde às 7 horas desta quarta-feira (13/05). Às 15 horas, está previsto o translado do corpo para o Cemitério Municipal de Assis, onde ele receberá as últimas homenagens de familiares e amigos antes do sepultamento às 16 horas.

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Cláudio Pissolito

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