Compartilhe

Órgão considera que, apesar de apenas dois casos este ano, a situação é preocupante devido a epidemias na região

 

saúde jc

 

A Secretaria de Saúde da Prefeitura de Palmital está realizando trabalho de orientação junto à comunidade para que a população permaneça alerta e mantenha a rotina de prevenção à dengue. A preocupação tem como justificativa as epidemias da doença em cidades da região e do Norte do Paraná, que são destinos de muitos palmitalenses para estudos, trabalho e lazer.
Diante do intercâmbio e da proximidade, a Vigilância Epidemiológica (VE), destaca a importância da utilização de repelente durante as viagens e a necessidade de que todos mantenham limpos seus quintais para evitar o acúmulo de recipientes que sejam criadouros do mosquito Aedes aegypti.
De acordo com a coordenadora da VE, a enfermeira Lucéia Sartori, Palmital teve apenas dois casos de dengue em janeiro, um deles “importado”, pois o paciente foi infectado em outra cidade da região. Ela informou que foram feitas 33 notificações para a doença e, até a quinta-feira, apenas duas ainda aguardavam os resultados dos exames. Para todas as notificações, houve o bloqueio de criadouros nas proximidades das residências dos pacientes. “Mesmo com o pequeno número de casos, não podemos ficar confortáveis, pois há epidemias em cidades como Assis, Ourinhos, Londrina, Marília e Bauru, que são destinos de muitos palmitalenses todos os dias”, alertou.
A enfermeira disse que, inicialmente, a Secretaria de Saúde está fazendo trabalho junto a estudantes que utilizam o transporte oferecido pela Prefeitura, orientando pelo uso de repelente. O órgão municipal também está fazendo a divulgação das medidas preventivas junto à comunidade por meio das equipes dos núcleos do ESF e de Controle de Endemias, alertando para que sejam mantidos os quintais limpos para evitar focos do mosquito, principalmente devido ao período de chuvas e de altas temperaturas.
EPIDEMIA – A situação mais preocupante é de Bauru, onde já foram confirmados mais de 6 mil casos em 2019, com dez mortes. No Noroeste paulista, são 20 municípios com epidemia. Também há situações graves em Agudos, com 787 casos confirmados, e Paraguaçu Paulista, com 590 casos. Marília já teve 76 doentes neste ano e Jaú registrou 146 casos. Em Assis, onde há recente aumento no número de doentes, já foram registradas 35 vítimas. Ourinhos e Santa Cruz do Rio Pardo existem 30 casos positivos em cada cidade. Em Londrina, no Paraná, são 396 positivos e duas mortes. Porém, o número deve aumentar devido aos 4.398 casos sob investigação até quinta-feira.

 

Equipe de Controle de Endemias caça escorpiões no Cemitério

 

A equipe de Controle de Endemias está realizando trabalho de combate à proliferação de escorpiões no Cemitério Municipal de Palmital, para reduzir o risco de ataques às pessoas que visitam o local. Integrantes do órgão da Secretaria Saúde da Prefeitura estão fazendo caça ao animal que tem hábitos noturnos e causam preocupação na população pelos diversos acidentes já registrados.
De acordo com a Prefeitura, o trabalho foi iniciado nos dias 11 e 13 de fevereiro, quando a equipe esteve à noite no Cemitério e fez a captura de 35 escorpiões, que foram sacrificados. Uma terceira etapa do trabalho, que deverá ocorrer com frequência mensal, foi realizada na terça-feira. Porém, houve apenas três capturas devido ao tempo reduzido de atividade interrompida pela chuva.
Os agentes fazem a caça com a utilização de pinças de bambu e lanternas especiais que facilitam a localização dos escorpiões, que ficam fluorescentes na incidência da luz negra. Segundo a Secretaria de Saúde, já foram registrados quatro ataques neste ano em ocorrências na zona urbana e rural. No ano passado, foram 16 incidentes.
Em todos os casos, os agentes de vetores visitaram os locais para orientar os moradores e vizinhos, principalmente devido à predominância das picadas em mãos de pessoas que foram pegar roupas no chão e mexer em entulho.

Compartilhe