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“A Santa Casa de Misericórdia, por exemplo, com seus cerca de 120 funcionários, certamente está entre as principais geradoras de empregos…”

 

O setor da saúde municipal é o que consome maior parte dos recursos do orçamento, que nesta administração chega a mais de 32% das receitas da Prefeitura, incluindo os repasses do SUS e as emendas parlamentares recebidas. Para efeito de comparação, na educação é preciso aplicar 25%, o que exige certo esforço dos gestores para que o recurso seja usado integralmente e atinja o índice todos os anos. Enquanto isso, a previsão de gastos na saúde é de 15%, mas a maioria dos municípios investe muito mais e alguns passam do dobro, como é o caso de Palmital atualmente. Como são dois setores essenciais, é justo que recebam mais atenção e mais recursos.
A diferença é que os 25% dos recursos destinados à educação são quase integralmente mantidos na economia do município, pois a maior parte serve para pagamento de professores e profissionais, manutenção de escolas, aquisição da merenda escolar, material didático e uniformes. E como quase a totalidade dos professores efetivos são moradores em Palmital e muitas compras são feitas na cidade, com algumas exceções de materiais, uniformes e parte da merenda, os 25% do orçamento é muito bem aproveitado, pois atende um setor essencial e movimenta o comércio e os serviços.
Os mais de 32% do orçamento destinados à saúde garantem o dever constitucional de atendimento básico e de pronto-socorro à população, mas também pode cumprir a função social de manter recursos circulando na cidade. A Santa Casa de Misericórdia, por exemplo, com seus cerca de 120 funcionários, certamente está entre as principais geradoras de empregos e os recursos a ela destinados servem para alimentar o círculo virtuoso da economia. A contratação de médicos, que podem passar a residir na cidade com suas famílias, também é uma forma de otimizar o orçamento da saúde, pois traz novos consumidores de alta renda ao comércio local.
Outra forma de manter recursos municipais da saúde na própria cidade é oferecendo serviços especializados em unidades da própria rede ou na Santa Casa, pois além de reduzir as despesas com transporte e evitar transtornos aos pacientes, também faz a economia da cidade se movimentar e evita que os transportados gastem em outros centros. Com medidas simples, desde que planejadas e bem negociadas para atender mais e com menos dispêndio, também é possível ajudar a aumentar a circulação de dinheiro na cidade e, principalmente, evitar a destinação dos nossos recursos a outras cidades.

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