Compartilhe

Vídeo gravado às escondidas mostrou líder da Assembleia de Deus Missões em momento íntimo com a namorada

Amigos juntos em uma confraternização e à vontade pelo ambiente agradável, até que momento íntimo de um dos participantes é gravado por alguém de fora da festa. A situação em tese não causaria grandes problemas. Porém, o alvo das imagens foi o popular líder de denominação religiosa campo-grandense, cujo apoio político  é disputado todo ano.

Sim, tapinhas no bumbum foram os geradores de polêmica nesta semana em Campo Grande, em parte com cunho político, e em parte com cunho moralista. O autor dos gestos, o pastor Antônio Dionizio, é líder da Igreja Assembleia de Deus Missões na cidade.

A mulher que recebeu os tapinhas é sua atual namorada, ex-funcionária da igreja e do gabinete do vereador Junior Longo (PSDB), que concorre à reeleição e é apoiado por Dionizio e alta cúpula da igreja, inclusive seu pai, também pastor, Elias Longo. Ela foi exonerada do cargo de assistente parlamentar na Câmara em 2017.

O grande ‘Q’ da questão surge na afirmação de que a mulher era sua amante em período que o pastor ainda era casado – a separação aconteceu há pouco mais de um ano. Apesar de tudo se tratar de fatos passados, o escândalo veio à tona só agora por causa do vídeo gravado e distribuído pela internet.

“A igreja é minha vida, são quase 50 anos de ministério. Me divorciei da minha esposa e foi ela quem pediu. Nunca fui infiel e infelizmente pessoas da política criaram essa situação”, frisa Dionizio, que além do crivo dos fieis, agora passa pelo julgamento do conselho da igreja, ao qual preside, e da sociedade, seja evangélica ou não.

De acordo com próprio pastor, por ora, ele permanece na liderança da ADM (Assembleia de Deus Missões) em Campo Grande.

“Não muda nada. Não pequei, não infringi o estatuto, não fiz nada que viesse a me destituir do cargo”. Questionado se a situação revela hipocrisia, ele se limitou a dizer que tudo não passa de palco político.

Feitas na noite de ontem (19), as imagens revelam gritos como “imoral” e a revolta de uma fiel, afirmando que seu filho queria ser como o pastor Dionizio, mas agora já não quer mais.

A reportagem do Campo Grande News foi hoje (20) no fim da tarde à sede igreja para conversar com fieis e pessoas que trabalham ali. Contudo, a reação não foi das mais receptivas. “Isso não é da conta de vocês”, reclamou uma fiel, enquanto outros se aglomeraram diante da repórter do jornal.

Sobrou até para ele, o demônio. “Isso foi obra do diabo, que possuiu nosso pastor e ele acabou cometendo isso”, disse outro fiel. Contudo, ninguém respondeu comentou sobre a hipocrisia, tantos dos frequentadores, como do próprio pastor.

Já que o presidente da Comadems (Convenção dos Ministros das Assembleias de Deus no Estado de Mato Grosso do Sul) é Dionizio, uma posição foi cobrada da instituição, que tem como vice o pastor Sérgio Jara. Ele deve se manifestar em breve.

A reportagem também tentou contato com o vereador Junior Longo, que respondeu. “Essa moça trabalhou em nosso gabinete por um curto período de tempo, um semestre. Nesse período, não se ausentou em horário de expediente. Isso pode ser provado tranquilamente. Acreditamos que o fato da nomeção foi levantado por uma perseguição política”.

No olho do furacão – Antônio Dionizio é pai do ex-deputado federal, ex-vereador e candidato novamente ao posto na Câmara Municipal, Elizeu Dionizio (MDB). “Como filho, aprendi que devo honrar meu pai, mas para além da honra, tenho alguns valores que não negócio”, resumiu Elizeu, que rompeu com a ADM e migrou de denominação.

“Soube dessa situação há dois anos, quando essas informações chegaram a mim. Me posicionei e minha postura foi de não concordar com os fatos, então me afastei”, continua Elizeu, que destaca amar incondicionalmente seu pai, mas precisou se posicionar.

Questionado sobre se a postura, tanto dos adeptos quanto do seu pai representam alguma hipocrisia, ele se esquivou e preferiu não tecer comentários. “Não quero que pareça oportunista, então nessa condição não vou tecer comentário. Cada indivíduo com sua consciência e fé, postura pública e social”, diz.

Com o rompimento, ele abdicou do cargo de vice-presidente da Comadems há dois anos e também do apoio político da igreja. “Minha mãe está em casa e estou cuidando dela. Não quero usar isso como capital político em hipótese alguma”, finaliza Elizeu.

Pastor Ronaldo Leite Batista, presidente do Conselho de Pastores de Campo Grande, afirma que no momento não há nada a ser feito pelo grupo, restando apenas aguardar e confiar nas apurações da Assembleia de Deus Missões.

“Caso ele seja excluído, também será excluído do conselho. Mas por ora não sabemos em que pé está a situação dele na igreja. O que podemos dizer é que somos contra qualquer tipo de imoralidade e rechaçamos isso”, explica o líder evangélico.

Fonte: CAMPO GRANDE NEWS

Compartilhe