A adolescente Valentina Vetore do Carmo Fonseca, de 12 anos, iniciou no último sábado (26/09) uma nova etapa no processo de recuperação do grave acidente que sofreu no bairro Paraná, em Palmital.
A menina pilotava uma moto elétrica pela rua Canaan Tannus e sofreu sérias lesões no abdômen e na perna após colisão contra um caminhão. Após o acidente, em 8 de setembro, ela permaneceu na UTI do Hospital Regional de Assis, de onde foi transferida para o centro especializado do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo.
A saída do Hospital Regional, na manhã de sábado (26/09), foi marcada pela emoção. Após 18 dias de internação, Valentina passou pelo corredor tomado por profissionais que atuaram e acompanharam seu tratamento inicial.
Com corações de papel e mensagens de apoio, médicos, enfermeiros e funcionários se despediram da adolescente com música e palavras de incentivo. Ela foi transferida pelo serviço aeromédico da PM, em helicóptero Águia, até o HC-USP.
Segundo a mãe da menina, a advogada Juliana Vetore do Carmo, a filha passou por intervenção cirúrgica na segunda-feira (28/08) para reparação da perda de pele ocorrida nas regiões do abdômen e da perna.
Na terça-feira (29/09), a advogada informou que o procedimento foi realizado com sucesso e que a equipe de cirurgia plástica desbridou (retirou tecido infectado) e implantou curativo de pressão negativa, técnica avançada que utiliza sucção controlada para acelerar a cicatrização de feridas complexas.

“Ela passou bem a noite e está bem”, completou.
Juliana explicou que a transferência para São Paulo, em um centro de referência em casos de lesões extensas, se deveu à gravidade e à complexidade dos ferimentos, que demandarão novos procedimentos para reparação e recuperação.
A advogada, que acompanha a filha no HC-USP, destacou que o suporte desde o primeiro momento foi fundamental para salvar a vida de Valentina.
“Ela foi uma criança abençoada, desde o atendimento inicial do Samu até a Santa Casa de Palmital, passando pela equipe do Regional de Assis. Entreguei minha filha praticamente sem vida e eles conseguiram restabelecê-la e estabilizá-la até que chegasse a SP. Foi um trabalho extraordinário, com profissionais de diversas especialidades e, acima de tudo, humanizados”, relatou.
Oração e fé
Além da dedicação dos profissionais de saúde, Juliana ressaltou a força da corrente de oração que se formou em torno de Valentina.
“É algo surreal. Pessoas de várias partes do mundo, de diferentes religiões, têm orado pela Valentina. A vida dela é um milagre e acredito que um dos propósitos de Deus foi unir tantas pessoas em oração”, disse emocionada.
Juliana também lembrou do motorista do caminhão envolvido no acidente, reforçando que se tratou de uma fatalidade.
“Ele não teve culpa, nem a Valentina. Mas sei que também não está bem. Pedi que também o colocassem nas orações, para que encontre paz e serenidade”, concluiu, afirmando estar confiante na recuperação da filha e agradecida pelo apoio recebido em Palmital, Assis e região.












