Vereadores colocam faixas nas ruas para agradecer a eles mesmos
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Coluna “Rio Suburbano”, por Vitor Almeida

 

Certamente, você que é suburbana, você que é suburbano, já andou pelas ruas do seu bairro e em algum momento de sua vida se deparou com faixas de agradecimento a vereadores que – supostamente – colocaram o asfalto, ou algum outro que fez a capina do terreno baldio, ou pintou o meio-fio” não importa.

 

Elas sempre estarão lá penduradas no poste ou na grade do campinho da praça para lembrar que quem vive às custas de nossos impostos nos engana diariamente, uma vez que quem asfalta é o Executivo (no caso, prefeito e secretarias).

 

O vereador pode até pressionar, mas certamente não foi ele quem “fez”. Esses gurus da autoestima se sustentam em modificar nomes de ruas, praças e escolas, criar feriados sem sentido ou criar o dia de homenagem ao Fusca, como foi tentado em São Paulo.

 

Os bairros do Rio, fatiados em lotes dominados por famílias que têm a política como herança que passa de pai e mãe para filhos e filhas – e assessores -, são alvos dessa patacoada ao longo de todo o período que dura o mandato. É claro que se intensifica com a aproximação das eleições.

 

Meses atrás rolou nas redes sociais um causo em Belo Horizonte, onde um vereador estendeu a famosa faixa parabenizando a ele mesmo e ao prefeito da cidade para alguma coisa que eles têm mais do que obrigação de fazer. A população local, muito da certa, respondeu com uma outra faixa com palavras “carinhosas”, colocada logo abaixo.

 

Com isso, quero chamar a atenção para uma coisa importante: esse ano tem eleição. Já passamos por um período bem turbulento de discussões e exaltações a figuras que nada mais são do que empregados do povo, assim como qualquer funcionário público.

 

Mais atenção com esses super-heróis da política! Sejamos mais malandros que eles para entender o que é responsabilidade de quem”

 

NOVOS NOMES ESTÃO POR AÍ?

Se eu pudesse dar um conselho para quem vai às urnas esse ano, seria conhecer o candidato e sua vida antes de ter decidido entrar na política. Pessoas comuns que participam da transformação ativa de seus bairros se elegeram em 2018, com votos expressivos. A tendência é que se destaquem candidatos que proponham uma reciclagem política e tenham impacto na vida das pessoas, seja no mundo real, seja virtual. Analisem bem antes de escolher e faça a pergunta: o que ele/ela pode fazer de diferente na minha vida a longo prazo?

 

DICA DE OURO: DESCONFIE DOS MORALISMOS!

Promessas e mais promessas. Soluções que parecem fácil no discurso são alertas que você precisa escutar quando se deparar com esses seres que se pretendem iluminados por um moralismo acima da realidade mortal. Lidar com o ser humano jamais foi fácil, ainda mais quando envolve interesses políticos. Portanto, fuja de discursos que prometem mundos e fundos e apelam para uma propaganda moral exacerbada. Política não é uma simples troca de roupa ou um desenrolo de vizinhança. Olho aberto em 2020 para não se decepcionar!

Fonte: O Dia

 

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