“…famílias necessitam de suporte social e de orientação, enquanto as escolas devem se transformar em centros de promoção das crianças.”

 

Os seguidos casos de violência havidos em Palmital nos últimos anos, que além de assassinatos inclui furtos e roubos a residências e comércios, muitos com o uso de armas e de ameaças, causados principalmente pelo vício e o tráfico de drogas lícitas e ilícitas, mostra que a criminalidade crescente está diretamente ligada às questões sociais, econômicas e pela disputa de espaço de poder nas comunidades com populações de menor renda. O indício de que a condição social e a geográfica são relevantes é a concentração de casos nas regiões dos bairros São José, Jardim Paulista e Afonso Negrão.

A região da cidade que concentra cerca de 60% da população é formada em sua maioria por famílias de trabalhadores dignos e responsáveis e pessoas honestas que labutam pela melhoria das condições de vida, mas que acaba infiltrada por traficantes, ladrões e homicidas. O tráfico de drogas também se instala nestes bairros e acaba alimentado em grande parte pelos viciados de mais renda, muitos transformados em consumidores cativos e até mesmo em financiadores do comércio ilegal. A população, acuada e sem respaldo, se mantém em silêncio e raramente utiliza o direito de denunciar para não sofrer represálias.

Ainda que a segurança pública seja de responsabilidade do governo estadual, que mantém as polícias civil e militar, os municípios podem e devem adotar medidas em conjunto com os demais órgãos para combater esse mal que assola a sociedade e não para de crescer. A melhoria da iluminação e das vias públicas, o investimento em educação, no esporte e no lazer, na cultura e na música, o trabalho de inserção social e os convênios com programas como o Proerd, além da criação de disciplinas voltadas ao civismo e ao respeito às pessoas e ao patrimônio público e particular nas escolas são alternativas simples e baratas.

Responsável pela formação do cidadão, as famílias e as escolas devem atuar desde muito cedo para evitar que as questões sejam resolvidas nas esferas policiais e judiciais. As famílias necessitam de suporte social e de orientação, enquanto as escolas devem se transformar em centros de promoção das crianças. Junto a essas medidas, não custa aos dirigentes fazer gestões para melhorar o Policiamento na cidade, reivindicar a instalação de uma Companhia PM e instalar sistema de monitoramento por câmeras. Afinal, parte da violência é causada pela omissão daqueles que devem enfrentar os problemas.

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