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“…as iniciativas de padres e pastores são mais eficientes e recebem respostas mais rápidas.”

 

O trabalho voluntário é, certamente, dos mais úteis e nobres em todas as partes do mundo. A doação espontânea de habilidades pessoais e do tempo disponível para as causas de interesse público não só ajudam a melhorar as relações entre as pessoas formando grupos de trabalho e de amizade, como também interferem diretamente na condição de vida dos atendidos. Palmital tem como tradição o voluntariado e a benemerência, pois desde há muito que grupos se reúnem em torno de causas sociais, beneméritas e religiosas. A tradição se mantém e, hoje, a concentração dos voluntários está mais ligada à religião que às demais áreas.

Construção e reformas de igrejas, manutenção de creches, cursos profissionalizantes e muitas iniciativas hoje abraçadas pelo poder público foram de iniciativa de voluntários que identificaram as áreas de mais importância. O Clube Feminino para Proteção à Infância, que construiu e dirigiu a primeira grande creche de Palmital e que hoje mantém o projeto Gota Verde, os voluntários do Tobias de Aguiar, da Associação do Câncer, os colaboradores do Asilo São Vicente de Paulo, os Vicentinos e os clubes de serviços que oferecem auxilio a entidades são alguns exemplos.

Mesmo com a tradição e a vocação do voluntariado e da benemerência por grande parte da população, o que se constata hoje é maior concentração nos trabalhos religiosos, seja de católicos ou de evangélicos, que crescem em representação. Com os convênios sociais criados pela Prefeitura, muitas entidades se limitam aos recursos públicos para manutenção, enquanto as iniciativas de padres e pastores são mais eficientes e recebem respostas mais rápidas. Entidades importantes, como a Santa Casa, não conquista o mesmo apoio porque parece mais de responsabilidade da Prefeitura, quando na verdade se trata de uma entidade benemérita particular.

Vamos nos ater a duas instituições fundamentais ao equilíbrio social e melhoria da saúde e da qualidade de vida: a Santa Casa de Misericórdia e a Casa Abrigo da Comarca. A primeira entidade administra o único hospital em atividade em Palmital, onde nasce, se trata e morre a grande maioria dos palmitalenses, enquanto a Casa Abrigo, instalada em Ibirarema, recebe crianças desvalidas, abandonadas, espancadas, abusadas e ameaçadas pela própria família. E, mesmo diante da relevância de ambas, ainda são os movimentos religiosos que mais aglutinam colaboradores e voluntários. Basta dividir.

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