Rapidinhas do JC

CAMBIO DAS PULSEIRAS

Um dos negócios que fica aquecido durante a Festa do Peão é o comércio de vagas nos camarotes. Os especuladores compram antecipado, no atacado com desconto, e revendem pulseiras avulsas para aqueles que desejam fazer fotos entre as celebridades municipais. Uma postagem de foto com cerveja verde na mão tem muito valor nas redes sociais. Faz muita inveja.

MERCADO PARALELO

Enquanto peões, peoas, agroninfas e agroboys se encharcam de cerveja até de madrugada, cuidadores de idosos e babás de crianças pequenas faturam no mercado paralelo da Festa do Boi. Os mais dispostos a trabalhar nos feriados oferecem pacotes de até quatro noites para cuidar dos velhinhos e dos capetas, a preços bem salgados. Os festeiros reclamam, mas pagam.    

                                                      

ATRASO CIVILIZATÓRIO

A guerra contra a parcela da população desprovida de senso de cidadania ou de civilidade continua pelos meios de comunicação, nas redes sociais e em iniciativas da Prefeitura. Sem se constranger com críticas ou apelidos, os folgados inconsequentes continuam descartando lixo em qualquer lugar, na rua, na chuva ou na fazenda. É o retrato do atraso civilizatório do século 21.

LIÇÃO DA PEONADA

Os frequentadores da Festa do Peão, que acontece neste feriado prolongado, poderiam e deveriam oferecer uma lição aos cornos porcalhões. Em vez de descartar latas, papeis e bitucas no chão, poderiam dar exemplo de civilidade mantendo o recinto absolutamente limpo, como deveriam ser todos os locais frequentados por humanos educados e civilizados. Seria a Lição da Peonada.

LIÇÃO DO LOCUTOR

Em vez de apenas recitar poemas e frases de efeito, os locutores da Festa do Peão poderiam ajudar na campanha de conscientização do público quanto à limpeza do recinto e das imediações. Com recados diretos e objetivos, é possível iniciar uma cruzada que pode ser replicada em todos os eventos oficiais e também pelos meios de comunicação. É preciso reeducar o povo.

ROCK X SERTANEJO

A comparação entre dois grandes eventos, os festivais de rock e as festas de rodeio, mostram que os roqueiros são mais cuidadosos com os recintos que frequentam. Mesmo vestidos de preto e ostentando imagens de caveiras e aranhas, o povo de cabelo colorido parece mais consciente quanto à manutenção da limpeza. Chegou a hora da reação dos peões civilizados.

BRILHOS & METAIS

A mudança no vestuário dos adeptos de festas de rodeio está cada vez mais explícita, principalmente entre as mulheres, conhecidas como Agroninfas. Em vez de couros e barbatanas escuros, as meninas estão preferindo muito brilho e metais em suas roupas, nas botas e nos chapéus, cada vez mais coloridos e enfeitados. No melhor estilo árvore de natal, as garotas do Agro fazem sucesso.

AGROBOY RAIZ

A antiga espécie, conhecida como Agroboy, também apresenta mutações no formato. Fora os peões desvirtuados, que aparecem de sapatênis no rodeio, os novos cowboys têm barba preta aparada na régua e camisas de grife, enquanto os agroboys raiz mantêm o chapéu de vaqueiro, o cinturão de fivela frigideira e a latinha de cerveja na mão. Tem de usar o uniforme.

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Cláudio Pissolito

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