O industrial Mário Francisco Coronado Oliveira, ou apenas Mário Coronado, como era chamado, foi um grande empreendedor em Palmital, fundador da Watercrill Química. Ele morreu no último domingo (03/05), aos 72 anos, mas poucos conheceram sua rica história de vida e de realizações.
Nascido em Palmital, em 1954, primeiro filho do agricultor Francisco Coronado e de dona Totinha, foi uma criança reservada e muito inteligente. Aos 8 anos, começou a estudar piano com a professora Elisabete Soares Garcia, que faleceu precocemente em acidente de automóvel. Para continuar no aprendizado da música, foi morar com os avós em São Paulo, onde frequentou a escola formal e concluiu o curso de piano clássico em conservatório. Ainda adolescente, voltou a Palmital, mas retornou a São Paulo para estudar Química Industrial, também área de seu interesse.
Estudioso, visionário e criativo, desde o início da juventude, ainda durante os estudos, passou a desenvolver produtos e fórmulas, várias delas patenteadas e vendidas para grandes corporações e multinacionais. Foi o criador da tinta especial para os bilhetes “raspadinha” das Loterias, com patente negociada com uma grande empresa do ramo. Sem deixar de praticar a arte musical, participou de concertos de piano clássico em teatros e salas de espetáculos de São Paulo.
Em 1995, Mário adquire uma área de terras em Palmital, às margens da rodovia Nelson Leopoldino, onde realiza o sonho de montar sua própria indústria, a Watercrill Química, fabricante de matéria prima para a produção de tintas acrílicas a base de água. Se tornou fornecedor dos grandes fabricantes de tintas do país, como Suvinil, Coral e Futura, entre muitas outras.

Paralelamente às atividades industriais com muito sucesso, passou a realizar outra paixão, a criação de gado. Adquiriu terras e se tornou um grande pecuarista nos estados de São Paulo e do Mato Grosso. Discreto, bondoso, amigável e religioso, Mário participava também das sessões do Centro Espírita Joana D’Arc, dirigido pela sua mãe, atividade que manteve após a perda de dona Totinha.
Em 2012, Mário decide dedicar-se exclusivamente à pecuária, quando negocia a transferência da indústria Watercrill à multinacional norte americana Elementis, deixando a Palmital um importante legado de empreendimento industrial de muito desenvolvimento tecnológico para fabricação de produtos de elevado valor agregado.
Mário Coronado sofreu um infarto na madrugada do último domingo, em sua residência, em Assis, onde faleceu em seguida. Além dos exemplos de trabalho e disciplina, deixou amigos, muitos ex-funcionários que lhe devotam enorme reconhecimento e consideração, a esposa Beatriz, o filho Vinícius e os netos Horácio e Ana Maria, filhos de Adriano, seu primogênito falecido.
As irmãs Marisa e Maria José, que já se despediram precocemente do irmão Murilo, ofereceram o testemunho da história de vida de Mário Coronado. Elas guardam com muito carinho a lembrança do irmão amoroso, de enorme simplicidade e extrema bondade, que pela doutrina espírita, que guia a família, desencarnou no tempo exato para viver novas vidas e ganhar mais aprimoramento pelo desenvolvimento da evolução humana.














