Após apuração da Polícia Civil do Paraná (PCPR), Márcio Talaska, de 38 anos, foi preso na sexta-feira (08/05) em Nova Londrina, no noroeste do Paraná, seis dias após o acidente que matou a esposa, Iria Djanira Roman Costa Talaska, de 36 anos, e a filha Maria Laura Roman Talaska, de três anos. O carro da família caiu no Rio Paraná na noite do dia 2 de maio. Ele foi o único a sair com vida.
A delegada Iasmin Gregorio informou que a análise de 23 imagens de câmeras de segurança e os depoimentos de testemunhas contradisseram a versão apresentada por Márcio à polícia. Ele havia dito que era a esposa quem dirigia o veículo e que ela se perdera no caminho. As imagens, porém, mostram que era ele quem estava ao volante desde o momento em que o carro saiu da residência onde a família havia estado em uma confraternização até o instante em que desceu a rampa de acesso ao rio.
“Isso refuta a declaração do investigado de que quem estaria dirigindo seria a sua esposa e que ela estaria perdida”, disse a delegada. Ela acrescentou que o trajeto durou cerca de oito minutos de forma linear e que não há registro, nas imagens, de qualquer tentativa do casal de pedir informações ou ajuda para sair da cidade, o que enfraquece a tese de desorientação. As câmeras também mostram que Márcio saiu do carro com facilidade e levou cerca de um minuto e meio para pedir socorro. “Com todos esses elementos, há indicativos de que o masculino teria cometido tal fato de forma proposital”, afirmou a delegada.
Mãe e filha morreram afogadas
O suposto acidente aconteceu por volta das 22h30 do dia 2 de maio. O Corpo de Bombeiros acessou o veículo durante a madrugada seguinte e retirou mãe e filha já sem vida. O carro foi removido do rio no domingo (03). As duas foram sepultadas na segunda-feira (04) no Cemitério Municipal de Nova Londrina.
Iria trabalhava no Hospital Municipal Santa Rita de Cássia. A prefeitura divulgou nota de pesar e também lamentou a morte de Maria Laura, aluna do Centro Municipal de Educação Infantil Arco-Íris.
A defesa de Márcio informou que ainda não teve acesso integral aos autos e que vai recorrer da decisão. Em nota, afirmou que o cliente está “profundamente abalado e emocionalmente destruído pela tragédia” e classificou a prisão preventiva como desprovida de fundamentos concretos. A delegada aguarda o resultado de outros laudos para concluir o inquérito policial.
Fonte: TNOnline













