A prioridade no atendimento dos casos de Coronavírus, com reserva de alas e leitos hospitalares para tratamento exclusivo da doença, está causando o represamento de milhares de procedimentos eletivos que passam a fazer parte das infindáveis filas de espera existentes em praticamente todas as cidades brasileiras, principalmente nas menores que não possuem hospitais. O atendimento preferencial e a espera pelos pacientes atrasam os demais procedimentos e agrava doenças que poderiam ser combatidas ou evitadas, transferindo para o futuro a demanda que não para de crescer.
A administração das redes municipais, estaduais e a federal não estão conciliando de forma adequada a situação de emergência com a rotina de atendimentos, encaminhamentos e realização de procedimentos, seja pela situação inusitada da pandemia causada pelo vírus ainda desconhecido ou pela falta de planejamento estratégico e de treinamento das equipes médicas e paramédicas. Enquanto alguns hospitais estão sobrecarregados e deixando de atender pacientes em estado grave, outros permanecem vazios, sem casos de covid-19 pela inexistência de contaminados em determinadas cidades, mas ainda assim adiando os demais procedimentos.
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