Moradores registram a última superlua do ano no centro-oeste paulista; veja as fotos

A superlua ocorre quando o satélite natural surge “maior” no céu. Segundo os astrônomos, isso ocorre porque a lua está em seu ponto da órbita mais próximo da Terra, chamado de perigeu.


Moradores de várias cidades do interior de São Paulo registraram a superlua na noite desta quinta-feira (11) e madrugada de sexta-feira (12).

A superlua ocorre quando o satélite natural surge “maior” no céu. Segundo os astrônomos, isso ocorre porque a lua está em seu ponto da órbita mais próximo da Terra, chamado de perigeu.

“Uma superlua ocorre quando temos uma Lua Cheia e ao mesmo tempo ela se encontra em um ponto mais próximo da Terra. A Lua gira em torno da Terra em praticamente 1 mês e ela passa por 2 pontos: um mais distante da Terra (chamado apogeu) e outro mais próximo (chamado perigeu). Mas quando coincide de ser Lua Cheia quando ela passa pelo ponto mais próximo, então temos uma Lua Cheia de Perigeu, ou popularmente conhecida como superlua.”, explica Rodolfo Langhi, professor e coordenador do Observatório de Astronomia da Unesp de Bauru (SP).

Essa foi a terceira e última superlua do ano. A primeira foi a “Superlua de Morango”, em junho, e a segunda foi a “Superlua dos Cervos”, em julho.

Esta superlua de agosto é conhecida como “Superlua de Esturjão”. O nome está relacionado à época em que o peixe é encontrado em bastante quantidade nos Grandes Lagos da América do Norte, um conjunto imenso de lagos de água doce entre o Canadá e os Estados Unidos.

A Nasa, a agência espacial norte-americana, explica que para a aproximação do nosso satélite natural ser considerada uma superlua, é preciso que uma lua nova ou uma lua cheia esteja acima do limite de 90% do perigeu.

Moradores registraram a superlua nesta quinta-feira em Bauru, Tupã, Promissão e Avaré (SP). Confira imagens abaixo:

Superlua foi registrada em Promissão (SP) — Foto: Teresa e Carlos Sato/Arquivo Pessoal
Superlua foi registrada em Promissão (SP) — Foto: Teresa e Carlos Sato/Arquivo Pessoal
Superlua registrada em Avaré (SP), na noite de quinta-feira (11) — Foto: Daniela Parenquine/Arquivo Pessoal
Superlua registrada em Avaré (SP), na noite de quinta-feira (11) — Foto: Daniela Parenquine/Arquivo Pessoal
Lua cheia de agosto, conhecida como "lua cheia do esturjão", foi registrada em Tupã (SP) — Foto: Robson/Arquivo Pessoal
Lua cheia de agosto, conhecida como “lua cheia do esturjão”, foi registrada em Tupã (SP) — Foto: Robson/Arquivo Pessoal
Superlua foi registrada no céu de Bauru (SP) — Foto: Padre Victor Augusto Ferreira de Aguiar/Arquivo Pessoal
Superlua foi registrada no céu de Bauru (SP) — Foto: Padre Victor Augusto Ferreira de Aguiar/Arquivo Pessoal
Foto da lua no início da manhã desta quinta-feira — Foto: Arquivo pessoal
Foto da lua no início da manhã desta quinta-feira — Foto: Arquivo pessoal

Um dos moradores de Bauru, Giordano José Assirati, fez um registro bem ampliada da superlua, como explica o professor Rodolfo Langhi.

“Essa foto com maior ampliação foi tirada com um telescópio e uma câmera digital acoplada nele, essa região da Lua é do ‘Mar das Crises’.”

Foto ampliada da "Superlua de Esturjão" registrada em Bauru  — Foto: Giordano José Assirati/ Arquivo pessoal
Foto ampliada da “Superlua de Esturjão” registrada em Bauru — Foto: Giordano José Assirati/ Arquivo pessoal

Perseidas: chuva de meteoros

Nessa mesma semana da Superlua de Esturjão, a chuva de meteoros Perseidas, que acontece todos os anos, alcançará seu pico nos dias 12 e 13 de agosto.

Segundo a Nasa, observadores no hemisfério norte poderão ver o fenômeno, que geralmente resulta em 50 a 100 “estrelas cadentes” (meteoros) por hora no seu auge. Esse ano, porém, justamente por causa da Lua, a chuva de meteoros terá sua intensidade reduzida, com a expectativa de no máximo 20 a cada hora.

Isso ocorre porque o brilho da lua cheia, que ocorre até o próximo sábado (13), ofuscará a visão de espectadores.

No hemisfério sul, que inclui o Brasil, a Perseidas será melhor visível em cidades do Norte e Nordeste do país.

Para assistir o fenômeno também não é necessário equipamento espacial, mas um ambiente escuro facilita a observação.

Fonte: G1

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