A ELEIÇÃO DO TANTO FAZ
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“…atendendo apenas os interesses e as conveniências mesquinhas, os políticos se igualam…”

O lançamento de seis nomes para a Prefeitura de Palmital, que agora foram reduzidos a cinco, ainda como o maior número da história das eleições municipais, não animaram os eleitores que ainda estão bastante distantes e desinteressados das atividades políticas. Parece que, até agora, nenhum dos cinco nomes empolgam os eleitores e que todos esperam pelas propostas, pelo discurso e pelo futuro que parece muito distante, sem lembrar que estamos a míseros 50 dias da eleição. Para reverter, os candidatos ao executivo devem propor algo de novo, alguma proposta diferente que conquiste os eleitores.

Enquanto os mais de 140 candidatos a vereador usam a mesma tática de sempre, de contar com votos de parentes, dos amigos e de seus grupos sociais ou religiosos, além de tentar comprar votos dos demais por meio de favores e de benefícios que podem oferecer, a atividade política se mantém na chamada mesmice, sem destacar qualquer nome que de fato tenha algo diferente e moderno a oferecer além do que todos já fizeram e continuam repetindo. Sem despertar qualquer paixão pelo que são ou podem realizar, mas atendendo apenas os interesses e as conveniências mesquinhas, os políticos se igualam como pessoas comuns.

Diante desse fenômeno, de nenhum deles até agora entusiasmar ou se consolidar como uma verdadeira novidade que altere a situação de marasmo das campanhas, são as visitas, as conversas, as promessas e até os conchavos que servem de guia para candidatos e eleitores. Sem trunfos pessoais ou habilidades individuais que encantem os eleitores, o clima da política permanece morno.

Enquanto a atividade política se mantém decadente, a cidade se ressente de mais visibilidade, de fatos novos e de acontecimentos que possam induzir empresários e investidores a apostar em futuro mais promissor. Diferente de municípios menores que aproveitam a crise sanitária da pandemia do Coronavírus para aumentar a população, em Palmital temos centenas de residências e terrenos à venda e inúmeros loteamentos encalhados. Sem uma postura mais assertiva, com proposituras mais robustas e ideais e planos mais ousados apresentados pelos candidatos, o eleitorado poderá se dividir entre todos eles numa espécie de “tanto faz” e eleger um prefeito com absoluta minoria de apoio popular. No centenário de Palmital, podemos ter o prefeito eleito com o menor número de votos da nossa história.

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