“…povo que se apega muito mais aos nomes, ou às pessoas, do que ao histórico pessoal…”
Alguns estudiosos atribuem como defeito grave da democracia participativa o fato de os candidatos a cargos eletivos serem escolhidos e legalizados pelos partidos políticos, que muitas vezes defendem mais os interesses dos grupos do que atendem as demandas do eleitorado pelas pessoas mais capacitadas e ilibadas.
Entretanto, a popularidade do indivíduo, atestada pela sua aceitação junto à opinião pública, hoje medida por pesquisas científicas, também pesam e interferem na escolha dos partidos que preferem aqueles com mais condições de conquistar os votos necessários para conquistar os principais cargos.
Não por acaso, os partidos políticos trabalham com pesquisas qualitativas e quantitativas para indicar os candidatos que serão disponibilizados aos eleitores nas urnas, o que confere enorme responsabilidade ao eleitorado que sempre manifesta preferência antecipada por determinados nomes.
Assim sendo, as escolhas dos partidos políticos, ou o cardápio de candidatos oferecidos aos eleitores, são também de responsabilidade do povo que se apega muito mais aos nomes, ou às pessoas, do que ao histórico pessoal, profissional e político daqueles que militam nas mais diversas legendas em busca de cargos.
Exemplo recente foi a escolha do atual presidente Lula, pelo PT, para disputar a eleição de 2022, logo após ter cumprido pena por corrupção, apostando que a paixão de grande parte do eleitorado superaria qualquer julgamento dos atos a ele imputados pela Justiça, como de fato aconteceu.
O mesmo fenômeno acontece agora com o candidato Flávio Bolsonaro, que pego em flagrante delito como parceiro do chefe de uma organização criminosa que cooptou agentes políticos e do judiciário brasileiro, ganha tempo para provar que mantém viabilidade eleitoral, independente de aspectos éticos e morais.
Portanto, ainda que os partidos políticos sejam soberanos na escolha dos candidatos que poderão ser votados, a vontade popular prevalece até mesmo antes das eleições, quando as pesquisas mostram as preferencias e as tendências, que são muito mais influenciadas pelas paixões político-ideológicas do que pelos valores pessoais do escolhido.
A ocupação dos cargos políticos se deve muito à preferência do eleitorado que costuma escolher, defender, adorar e votar, sem aplicar os critérios do próprio discurso de honestidade, ao ungir corruptos e incompetentes com recorrência.
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