Advogadas são vítimas de golpes praticados por estelionatários
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Duas advogadas foram vítimas de estelionato distintos em Campinas, nos últimos sete dias. Um de empréstimo pela internet e o outro do motoboy. Uma delas teve furtado cerca de R$ 26,5 mil entre saques e compras em sua conta. Os casos foram registrados no 4º Distrito Policial (DP).

 

Um dos casos aconteceu no final do mês passado quando uma advogada de 28 anos buscou um empréstimo pela internet. Ela necessitava de R$ 10 mil para pagar contas relacionadas a festa do seu casamento, marcado para maio, mas a empresa exigiu pagamentos antecipados e também simulou a liberação de crédito maior do que ela havia solicitado. Ao questionar da falta do depósito e do valor a mais citado na mensagem de liberação, a empresa recomendou que ela devolvesse a diferença. “Quando falou que eu tinha que devolver o valor a mais, sem mesmo ter depositado, pensei: ‘tá cheirando golpe’” , disse a jovem que descobriu a empresa após uma pesquisa no Google e conferir registro de CNPJ e outras informações.

 

O montante seria parcelado em 12 vezes, com um juros de menos de 2% ao mês. Como a jovem considerou a proposta boa e queria fazer o empréstimo sozinha, sem ajuda de avalista, ela depositou o valor equivalente a primeira parcela, conforme orientação da empresa. “Quando descobri que era um golpe, reclamei com o atendente e fui ameaçada. Agora aprendi que qualquer coisa que fizermos, temos que comunicar alguém, ouvir uma segunda opinião” , aconselhou.

 

Em outro caso, uma advogada de 64 anos teve um prejuízo de mais de R$ 26 mil após receber uma ligação no telefone fixo pedindo o reconhecimento de compras com seu cartão bancário. Como a mulher negou, a interlocutora disse que o cartão dela tinha sido clonado e a recomendou entrar em contato com a Central de Atendimento de sua agência bancária, para pedir o bloqueio do cartão.

 

A mulher disse para a polícia que seguiu a orientação e ligou para o número que consta atrás do cartão da conta-corrente para pedir o bloqueio e seguiu todas as instruções fornecidas pelo atendente da suposta central. No final do contato, o homem a informou que enviaria um motoboy na casa dela para pegar o envelope com o cartão cortado na altura dos números e uma carta de contestação, escrita à mão. O golpe é conhecido como do motoboy e aconteceu na tarde do dia 3 deste mês, em horário comercial.

 

A advogada só descobriu que era golpe à noite, quando consultou sua conta pela internet e viu que a conta estava bloqueada e ligou na agência para pedir explicação. “Existem muitas tentativas e vários são os métodos para buscar a obtenção da vantagem ilícita. Mas, felizmente, a maioria das pessoas se atentam e desconfiam, evitando assim a ocorrência do crime. O importante é ter muito cuidado, buscar cercar-se de informações que comprovem o que é oferecido e evitar fornecer informações pessoais e senhas através de telefone ou e-mail”, comentou o delegado seccional de Campinas, Roberto José Daher.

Fonte: Correio Popular

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