Ato cívico comemora os 100 anos de Palmital nesta terça-feira (21/04); JC produz Livro do Centenário
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Palmital completa na próxima terça-feira seus 100 anos de emancipação político-administrativa. Devido à pandemia do coronavírus e da necessidade do distanciamento social das pessoas para evitar a propagação da doença, a Prefeitura suspendeu toda a programação prevista e realizará apenas um evento comemorativo. O ato cívico, que será transmitido por live no Facebook da Prefeitura,  está previsto para começar às 8 horas do dia 21 de abril na praça da Bandeira, com a presença restrita a autoridades e convidados para evitar aglomeração.

 

O processo de desenvolvimento de Palmital foi iniciado em 1886, quando João Batista de Oliveira Aranha, vindo de São Manoel em companhia dos filhos, instalou-se na Água dos Aranhas, a cerca de quatro quilômetros da cidade atual e passou a divulgar a fertilidade do solo, atraindo várias outras famílias que deram início ao desbravamento da região. Logo foi construído o primeiro Armazém e aberto o primeiro hotel instalado por Licério Nazareth de Azevedo, por volta de 1910, surgindo ao redor um pequeno povoado que recebeu o nome de “Palmital”, devido a grande quantidade de palmeiras existentes naquele tempo.

 

As terras ao redor do povoado pertenciam a Francisco Severino da Costa, que decidiu dividi-las em lotes proporcionando um rápido desenvolvimento. O povoado passou a ser local de parada para pernoite pelos que transitavam na fronteira Paraná-São Paulo e bem conhecido dos tropeiros, já que era certo se encontrar comida no local, principalmente o palmito da palmeira Euterpe Eduli, então abundante.

 

Uma capela foi construída em homenagem a São Sebastião e várias casas comerciais foram instaladas para abastecer aos agricultores que vinham atraídos pelo alto potencial de produção das terras localizadas no Médio Vale Paranapanema. A denominação Palmital parece que, inicialmente, foi usada para nomear a estação que a Estrada de Ferro Sorocabana inaugurou em 1913 e que foi responsável pelo escoamento do café produzido no município.

 

A partir de 1916, porém, com a criação do Distrito de Paz, o nome passou a designar, oficialmente, o povoado que, antes de se emancipar, era um distrito de Campos Novos do Paranapanema, atual Campos Novos Paulista. A emancipação político-administrativa de Palmital ocorreu em 21 de abril de 1920. A cidade também é conhecida como “Noiva do Planalto”.

 

Como sede de município autônomo, Palmital se tornou importante centro comercial, com aspecto de cidade pioneira numa região essencialmente agrícola. Nas primeiras décadas do século XX, a produção cafeeira muito maior do que Assis. Em 1942, a atividade sofreu crise pelo desgaste do solo e as fortes geadas que causaram grandes prejuízos aos agricultores e comerciantes. Isso levou agricultores investirem em outras culturas como mamona, milho, arroz, cana-de-açúcar e feijão.

 

Na década de 1970, após a geada que dizimou os cafezais, a base agrícola sofreu um processo de mecanização para o plantio da soja, milho e trigo, gerando outras fontes de riqueza e desenvolvimento no meio urbano. Paralelamente, houve o desenvolvimento alambiques que tornaram Palmital importante fabricante de aguardente de cana e etanol, incentivando a instalação de outras indústrias no setor do agronegócio como de processamento de grãos e de mandioca. Outro destaque é o setor comercial e de serviços, que gera grande quantidade de empregos e movimenta a economia local.

 

 

HISTÓRIA DO MUNICÍPIO SERÁ CONTADA EM LIVRO

O Jornal da Comarca está desenvolvendo o projeto Centenário de Palmital, que inclui edição especial que teve de ser postergada devido à pandemia do coronavírus e um livro que está em fase de produção. O trabalho editorial, a cargo do jornalista Cláudio Pissolito, apresentará diversos aspectos da trajetória do município a partir de conteúdos produzidos pelo JC ao longo de 25 anos de circulação.

 

O material histórico também será composto de entrevistas, de pesquisas em fontes bibliográficas, de registros de documentos oficiais e de consultas a periódicos que registraram o cotidiano local em décadas passadas. O Livro do Centenário também contará a história de pessoas e famílias que contribuíram para o desenvolvimento de Palmital.

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