Destaques
“…as artes também servem para despertar a consciência crítica e como meio de informação sobre temas complexos…”
As artes plásticas, cênicas, musicais, literárias e agora as digitais, representativas da identidade e da cultura dos povos, exercem significativa influência sobre àqueles que têm acesso às apresentações e manifestações, como meio de formação da consciência individual e coletiva.
Mesmo relegada pela maiorias dos governos, que destinam orçamentos irrisórios para o setor cultural, as artes e os espetáculos, em suas muitas vertentes, desempenham papel de sensibilização, entretenimento e encantamento e também de desenvolvimento e apuração do gosto estético.
Mais que entreter e encantar, as artes também servem para despertar a consciência crítica e como meio de informação sobre temas complexos que afetam o cotidiano da sociedade ao fazer a simplificação graças às inúmeras formas possíveis de representações.
Exemplo muito ilustrativo foi verificado no último dia 13, durante a exibição de cena da novela “Vale Tudo”, da TV Globo, que causou congestionamento nos canais de atendimento da DPE/RJ – Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, quando a trama mostrou a personagem Lucimar, interpretada por Ingrid Gaigher, em busca de apoio jurídico para exigir o direito à pensão alimentícia do seu filho.
O episódio televisivo de grande audiência gerou bastante identificação do público e resultou em expressivo aumento na procura pelos serviços da instituição, que registrou pico de 4.560 acessos por minuto, número quatro vezes superior à média habitual.
A grande procura pela Defensoria, causada pela simples cena da telenovela, resultou na realização de 1.148 agendamentos, que representam aumento de 70% em comparação à média diária de 2025, provando de forma cabal e explícita o poder de influência e de encorajamento da arte sobre a consciência dos indivíduos.
A cena de ficção com viés na realidade de significativa parcela da população trouxe à tona uma situação muito comum de desconhecimento dos direitos e também dos canais que garantem o cumprimento dos deveres pelos responsáveis, levando muitos telespectadores à reflexão e à iniciativa de substituir a inércia, a passividade e o receio pela atitude de reivindicar os direitos concedidos pelas leis.
Não obstante ao crescimento de grupos ideológicos, principalmente daqueles que preferem a população na ignorância e na obscuridade, a força das artes se faz presente de diversas maneiras como despertadora de consciências.
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Um motorista foi nocauteado por um agente da Polícia Militar de Goiás (PMGO), após tentar partir para cima do policial durante uma abordagem. O caso aconteceu na noite de sexta-feira (23/05), no Setor Sudoeste, em Goiânia.
Segundo populares presentes no local, o homem atrapalhava o trânsito na região, em frente a um estabelecimento conhecido como Bar do Simprão, na capital goiana. Ele, ainda segundo testemunhas, apresentava sinais de embriaguez.
A Polícia Militar foi acionada, mas ao tentar abordar o motorista, o mesmo partiu para cima de um dos policiais.
O homem, contudo, foi contido com um soco e acabou nocauteado. Posteriormente, ele foi levado pela PM à Central de Flagrantes, e seu veículo foi apreendido.
Fonte: Metrópoles
Final de semana deve ter menores temperaturas do ano em Palmital, com frio de 6°C
A primeira onda de frio de 2025 está atingindo o Brasil a partir desta terça-feira (27/05), com chuva e perspectivas de causar quedas bruscas de temperatura no Sul e em grande parte do Sudeste, incluindo o Estado de São Paulo, além do Centro-Oeste e até em áreas da Região Norte. Conforme previsões dos serviços de meteorologia, Palmital deve ter chuva e os dias mais frios do ano no próximo final de semana.
O fenômeno é causado por um sistema de baixa pressão sobre o interior do continente sul-americano, associado à circulação de ventos em baixos níveis da atmosfera, que potencializa as instabilidades no hemisfério. O tempo ficou estável na segunda-feira (26/05) na maior parte de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, com céu ensolarado e poucas nuvens, além do ar muito seco, com umidade relativa abaixo dos 30%.
A partir desta terça-feira (27/05), conforme informações do Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (Ciiagro), o tempo sofre mudança em Palmital, com o céu parcialmente nublado e temperaturas de 14,2°C durante a madrugada. Na quarta-feira (28/05), conforme previsão do IPMet/Unesp, que mantém unidades em Bauru e Presidente Prudente, a expectativa e de ocorrência de 26 milímetros de chuvas e temperaturas em queda com marcas estimadas entre 16°C e 22°C.
A partir da quinta-feira (29/05), a previsão é de sol entre nuvens e uma considerável redução nas temperaturas, que devem ficar entre 9°C e 18°C. A madrugada de sexta-feira (30/05) deve ser a mais fria do ano, com mínima prevista de 6°C e a possibilidade de orvalho congelado em áreas mais baixas. O final de semana deve continuar frio, conforme o IPMet/Unesp, no qual as máximas não passarão de 25°C e as mínimas serão de 7°C no sábado (31/05) e 13°C no domingo (01/06).
José Gutierrez, diretor-geral da Tereos, apresenta perfil da indústria em Palmital
Em coletiva de imprensa, executivo detalhou características, peculiaridades e objetivos da única unidade do grupo que produz amidos e adoçantes
A partir da aquisição de uma indústria familiar de Palmital, fabricante de amidos modificados de mandioca, pelo Grupo Tereos, uma cooperativa multinacional formada por agricultores franceses, surgiu a Tereos Amido e Adoçantes Brasil. Depois de muitos investimentos e ampliações, a indústria migrou para o milho como matéria-prima e se consolidou entre as maiores do Brasil no setor.
Em coletiva de imprensa concedida por meio de vídeo conferência, na terça-feira da semana passada (20/05), o diretor-geral José Gutierrez falou sobre suas experiências no setor alimentício e respondeu questionamentos quanto à indústria e suas características. Participaram os jornalistas Claudio Pissolito, do JORNAL DA COMARCA e do Portal de Notícias JC ONLINE, Carlos Massaro, representando a Rádio Regional, ambos de Palmital, e Dagmar Marciliano, do Portal de Notícias Abordagem, de Assis.

Natural da região de Marília, José Gutierrez acumula experiências no setor rural desde muito jovem, quando vivia no sítio da família cujo pai era engenheiro agrônomo. Antes de chegar à Tereos, Gutierrez, se formou em Engenharia de Alimentos pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e concluiu MBA pela Fundação Instituto de Administração (FIA/USP). Atuou por 16 anos na Cargill, onde ocupou quadros executivos no Brasil e no exterior, chegando a diretor comercial de Amidos e Adoçantes para a América do Sul. Em sua segunda passagem pela Tereos, em Palmital, onde atuou entre 2016 e 2018, cumpre o desafio de expandir a atuação da companhia nos mercados de amido e adoçantes do país.

TEREOS – Gutierrez falou sobre a companhia francesa presente em 15 países com instalações industriais no Brasil, Europa, África Oriental e Ásia para produção e comercialização de amido, álcool e açúcar, produto do qual é a segundo produtora mundial. Em 41 instalações industriais, a Tereos emprega cerca de 15.800 colaboradores em todo o mundo.
PALMITAL – Concentrada no milho como matéria prima, a indústria Tereos Amido e Adoçantes Brasil, de Palmital, emprega entre 330 e 350 colaboradores e produz uma enorme gama de produtos derivados. Entre as muitas aplicações dos produtos estão óleo de milho bruto para refino, farelo para nutrição animal, proteínas para ração de pets e amidos especiais modificados para produção de papel, celulose e embalagens e também para fabricação de cervejas e fertilizantes. Segundo o presidente Gutierrez, o desenvolvimento de produtos busca o mercado nacional e regional, incluindo fabricantes de alimentos e medicamentos que utilizam adoçantes produzidos em Palmital.
Gutierrez revelou também que grande parte do milho adquirido pela Tereos em Palmital é da região Centro Oeste, principal produtora do grão no país, mas que também é feita a compra direta de produtores locais, com negociação nos escritórios da indústria. “Tudo depende da disponibilidade, da quantidade, da qualidade e do preço”, detalhou.
SOCIAL – Quanto à atuação social da empresa, Gutierrez citou os vários programas de formação de profissionais, de valorização e treinamento das equipes e de ajuda na formação acadêmica de colaboradores. Entre os principais, está o programa Jovens Talentos, que busca estudantes universitários a partir do 3º semestre de curso para formação profissional na empresa.
Sobre a questão de gênero, Gutierrez disse que a Tereos em Palmital ocupa porcentual expressivo de 39% de mulheres em suas equipes e que, em nível nacional, o grupo chega a 30%. “As mulheres estão ocupando cada vez mais os espaços, inclusive de liderança, com mais formação escolar e acadêmica”, enfatizou.
MEIO-AMBIENTE – José Gutierrez, que iniciou a instalação de um biodigestor na indústria em Palmital na sua primeira passagem pela empresa, disse que a questão ambiental é uma das prioridades da Tereos. Ele disse que são feitos investimentos constantes na melhoria das instalações, no controle e reaproveitamento dos resíduos e que o contato com os órgãos ambientais é permanente para garantir a sustentabilidade das operações. “Fazemos análises rotineiras dos resíduos industriais e recebemos técnicos da Cetesb com frequência para verificação das instalações que estão cumprindo todas as normas exigidas, mas sempre buscando aprimoramento”, concluiu.
Funcionários de empresa de Palmital sofrem grave acidente em rodovia entre Bandeirantes e Andirá
Dois funcionários de empresa de Palmital sofreram um grave acidente na tarde de segunda-feira no quilômetro 47 da BR-369, entre as cidades de Bandeirantes e Andirá, no Norte do Paraná. A caminhonete que eles estavam se chocou violentamente contra uma árvore às margens da rodovia por volta das 14h20, nas proximidades da Fazenda Paraguai.
Segundo informações apuradas no local pelo repórter Cléverson Rodrigues, o caminhão Ford F-350 de cor prata, que seguia sentido Bandeirantes-Andirá, perdeu o controle por motivos ainda desconhecidos, invadiu a pista contrária e colidiu violentamente contra um pé de manga às margens da rodovia.

Os dois ocupantes do veículo, moradores de Palmital, ficaram presos às ferragens e sofreram ferimentos gravíssimos. Equipes do Corpo de Bombeiros precisaram utilizar ferramentas especiais para cortar a estrutura do caminhão e retirar as vítimas. Um dos homens foi encaminhado em estado grave à Santa Casa de Bandeirantes. O outro, com ferimentos ainda mais sérios, recebeu atendimento imediato da equipe médica do SAMU no local e foi transferido por helicóptero para Londrina.

O acidente mobilizou diversas equipes de resgate, incluindo o SAMU, unidades avançadas, equipes da EPR, além de motoristas e populares que passavam pela rodovia no momento e prestaram auxílio. Não houve informações oficiais sobre a identidade dos homens acidentados ou a atualização do estado de saúde de ambos.
Fonte: Cléverson Rodrigues Rádio
CDHU divulga relação dos ganhadores das casas populares em Palmital e prepara habilitação dos beneficiários
A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), órgão da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação de São Paulo, divulgou nesta segunda-feira (26/05) o resultado do sorteio das casas populares dos conjuntos Antônio Tirolli (137 unidades) e Padre Antônio Bastos (30 unidades). A relação, por ordem alfabética, traz os nomes dos 154 inscritos que terão preferência na aquisição das unidades habitacionais de acordo com sete faixas que levam em consideração critérios de renda, idade, condição de vida e deficiência, além 380 suplentes.
Os ganhadores foram definidos durante sorteio público realizado pela CDHU na tarde de quinta-feira da semana passada no estádio Miguel Assad Taraia, no Centro Esportivo Professor Moraes, onde houve presença de representantes das mais de duas famílias inscritas para pleitear uma vaga no programa habitacional. O evento, realizado com apoio da Prefeitura, reuniu cerca de 4 mil pessoas.
O sorteio contou com a presença do subsecretário de Desenvolvimento Urbano José Police Neto, do coordenador de Relações Institucionais da Secretaria de Habitação Rômulo Rippa e da diretora de Atendimento Habitacional da CDHU Ticiane Costa D’Aloia. O prefeito Luis Gustavo estava acompanhado da vice-prefeita Ana Elisa, do presidente da Câmara Miguel Bueno e de vereadores. Também participaram o deputado estadual Ricardo Madalena, o diretor regional de convênios da Secretaria de Governo e Relações Institucionais Walter Ihoshi e prefeitos da região.
O sorteio da semana passada teve 2.274 cadastros para definir os beneficiários de 154 de casas, além de 380 suplentes. Do total de 167 unidades dos dois conjuntos habitacionais em fase de conclusão em Palmital, houve a reserva de 12 para famílias residentes em áreas de risco, que não entraram no sorteio e já estão com a documentação em análise na CDHU. Há ainda uma moradia para policiais e agentes penitenciários, com apenas um inscrito.
O maior número de casas é destinado a famílias com renda de 1 a 3 salários, com 81 beneficiários e 243 suplentes. Na faixa dos 3 a 5 salários, são 38 titulares e 56 suplentes. Também há casas reservadas para famílias com renda de 5 a 10 salários (6 beneficiários e sobra de duas unidades, que irão para os dois primeiros suplentes da faixa de 3 a 5 salários), com deficientes (12 titulares e 36 suplentes), idosos de até 79 anos (8 beneficiários e 24 suplentes), idosos com mais de 80 anos (1 titular e 3 suplentes) e indivíduos sós (6 contemplados e 18 suplentes).
Segundo o gerente regional da CDHU de Marília Estevam Brandão, os beneficiários sorteados estão sendo convocados para o início do processo de habilitação entre quinta (29/05) e sexta-feira (30/05) desta semana. Para dar início aos procedimentos visando o financiamento habitacional, os sorteados que têm prioridades para obtenção dos financiamentos deverão apresentar documentos exigidos pela CDHU. O horário e o local de atendimento, a ser realizado com apoio da Prefeitura, ainda serão anunciados.
Durante a habilitação, as famílias sorteadas deverão comprovar que atendem a todos os critérios do edital do programa habitacional e, caso contrário, serão desclassificadas para que os suplentes sejam convocados, conforme a ordem de sorteio. O governo do Estado tem um canal oficial, no endereço https://fala.sp.gov.br/, em que as pessoas podem fazer denúncias sobre irregularidades que impeçam sorteados de serem beneficiados com as casas populares.
CONFIRA ABAIXO A RELAÇÃO DOS SORTEADOS DIVULGADA PELA CDHU
Jorge precisou passar por duas cirurgias para reconstruir o pênis depois que procedimentos estéticos que ele fez na região pélvica deram errado — e geraram complicações que poderiam ter lhe custado a vida.
“Em meados de 2005, fui convencido por propagandas publicadas em jornais e revistas que prometiam o aumento do pênis. Decidi viajar a São Paulo e fiz uma aplicação de PMMA numa clínica bem escondida. Nem sabia se o profissional que me atendeu era médico”, conta ele, que pediu para não ser identificado nesta reportagem porque os familiares e amigos mais próximos não conhecem essa história particular.
O PMMA citado por Jorge é uma sigla para polimetilmetacrilato, um acrílico que fica permanentemente depositado no organismo e é usado em algumas situações para fazer preenchimentos.
Jorge diz ter gostado do resultado inicial — e, dez anos depois, decidiu que precisava repetir a dose.
Ele procurou um atendimento na região onde mora, no Distrito Federal, e fez uma segunda injeção no pênis.
“Após três anos, em 2018, achei que precisava de mais uma aplicação. Dessa vez, busquei um urologista”, lembra ele.
Jorge conta que nessa terceira ocasião foi atendido por dois médicos — e um deles falou sobre a aplicação de um pouco de PMMA na bolsa escrotal.
Inclusive, segundo ele, esse profissional da saúde chegou a mostrar a própria região genital durante a consulta para convencê-lo a fazer um procedimento mais amplo.
“Eu aceitei a sugestão. E foi aí que começou o meu grande drama”, lembra ele.
Cerca de dois anos depois dessa terceira intervenção, Jorge passou a sofrer com inflamações recorrentes na pelve. Nos momentos de crise, a bolsa escrotal dele chegava a dobrar de tamanho — o que gerava muito incômodo e dor.
“Os médicos precisavam fazer aplicações de corticoides [remédios anti-inflamatórios] direto na minha bolsa escrotal”, relata ele. Depois de um tempo, começaram a surgir feridas.
“Era como se meu corpo quisesse expulsar aquele PMMA de algum jeito”, diz Jorge, que correu o risco de perder o órgão sexual, caso o problema continuasse a evoluir.
Para piorar, embora os remédios ajudassem a controlar a inflamação, os efeitos colaterais deles já preocupavam: os exames de sangue mostraram que os rins de Jorge demonstravam sinais de desgaste pela sobrecarga de trabalho.
Como o caso ficava cada vez mais grave, Jorge foi orientado a apelar para uma solução drástica: ele precisaria ser submetido a cirurgias, onde o PMMA seria removido e os trechos do pênis acometidos pelas feridas passariam por uma reconstrução.
O urologista Ubirajara Barroso Jr., professor da Universidade Federal da Bahia e especialista em casos do tipo, ficou responsável por conduzir os procedimentos.
O primeiro deles aconteceu no ano passado e focou apenas na remoção do acrílico acumulado na bolsa escrotal.
A segunda operação ocorreu em abril de 2025 e Jorge ainda estava se recuperando quando conversou com a BBC News Brasil, exatamente um mês depois da cirurgia.
“Foi possível cicatrizar as feridas e remover boa parte do PMMA”, relata ele.
“Agora estou me sentindo bem e consegui recuperar parte da autoestima.”
Questionado sobre o que aprendeu a partir desse episódio, Jorge sugere que todos os homens “fujam das propagandas fantasiosas” e “procurem informações confiáveis” antes de aceitar qualquer procedimento no órgão sexual.
“Em nenhuma das três ocasiões eu sequer conversei com minha esposa, para saber o que ela achava. Pelo contrário, ela sempre se colocou muito satisfeita e disse que não precisava disso [aumentar o pênis].”
“Mas o homem tem essa vaidade, essa coisa imbecil e estúpida”, complementa ele.
Médicos ouvidos pela BBC News Brasil contam que episódios como o de Jorge se tornaram mais comuns nos últimos anos, à medida que a chamada “harmonização peniana” se espalhou pelas redes sociais e ganhou mais popularidade entre o público masculino — embora ainda não existam estatísticas oficiais sobre o número de procedimentos do tipo feitos no país.
Esse termo é usado em vídeos postados na internet para descrever uma série de procedimentos e intervenções que prometem aumentar o calibre ou a extensão do pênis.
Mas que técnicas estão disponíveis? Quando elas realmente podem ajudar? E como fugir de propagandas enganosas? Veja as respostas para essas e outras perguntas a seguir.
Uma nova era do aumento peniano
O médico Flávio Rezende, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, lembra que, por décadas, os homens foram bombardeados com promessas ilusórias sobre métodos para fazer o órgão sexual crescer.
“Eram anúncios sobre cremes massageadores, bombas a vácuo… Durante a vida inteira, muitos indivíduos não tinham qualquer possibilidade real de tratamento”, destaca o especialista.
Na visão dele, esse cenário se modificou nos últimos anos. E Rezende destaca um episódio particular que ajuda a marcar essa transformação.
Em meados de 2018, ele trabalhava no Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, ligado à Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, quando atendeu um paciente acometido por queimaduras graves, que precisava passar por uma reconstrução das estruturas da pelve.
“Após a recuperação, ainda no ambulatório, esse indivíduo me perguntou se eu havia aumentado o pênis dele”, conta o cirurgião plástico.
Na ocasião, Rezende até instalou uma tela absorvível para fazer a reconstrução do órgão sexual, mas não havia ali o objetivo de fazer um engrossamento do órgão sexual.
O questionamento serviu de inspiração para que o especialista começasse a pesquisar o assunto e a testar diferentes métodos de aumento peniano.
Passados sete anos daquele episódio, Rezende divide as opções disponíveis hoje em dois grandes grupos.
As primeiras são as alternativas cirúrgicas. Elas envolvem, por exemplo, a liberação de ligamentos e cortes de algumas estruturas, que permitem um alongamento maior do órgão.
Outra possibilidade aqui é a lipoaspiração da pelve, ou a retirada de tecidos dessa região do corpo.
Esse método é particularmente bem-vindo para indivíduos com excesso de peso e obesidade que acumulam gordura na virilha e ficam com o pênis “embutido”, ou escondido.
Nesses casos, o objetivo não é apenas estético, como pode também facilitar a higiene e evitar doenças mais sérias, como o câncer de pênis, explicam os especialistas.
O segundo rol de opções não envolve o bisturi. O carro-chefe aqui é a aplicação de ácido hialurônico para engrossar o pênis.
Essa substância é usada para fazer o preenchimento de várias partes do corpo (como lábios e testa) e, ao contrário do PMMA, tem a vantagem de ser absorvida depois de alguns meses.
“O ácido hialurônico é um polímero formado por substâncias semelhantes a açúcares que têm a capacidade de atrair, absorver e reter água. O preenchimento que ele traz fica muito semelhante ao aspecto natural do pênis”, explica o urologista Fernando Facio, coordenador do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).
Existe ainda um composto que neutraliza o ácido hialurônico, caso o resultado não fique bacana ou o indivíduo apresente alguma alergia ou uma reação adversa grave.
O procedimento de aplicação é simples, pode ser feito no consultório mesmo e tem uma baixa taxa de complicações (caso seja feito adequadamente).
Há também clínicas e profissionais de saúde que fazem aplicações de botox na bolsa escrotal — que são conhecidas popularmente nas redes sociais como “escrotox”.
“Ainda não existem muitas evidências científicas sobre esse uso, mas a toxina botulínica pode tirar um pouco aquela sensação de bolsa enrugada que incomoda alguns homens”, diz Rezende.
Barroso Jr., que atendeu Jorge, pondera que nenhuma dessas técnicas ainda tem um segmento de longo prazo, por décadas — até porque essa é uma área da Medicina que ganhou atenção nos últimos anos.
“Mas órgãos como o Conselho Federal de Medicina validam o uso do ácido hialurônico para promover mudanças corporais”, lembra ele.
Quem precisa da harmonização peniana?
Em linhas gerais, procedimentos que aumentam o calibre e a extensão do órgão sexual são indicados em algumas situações específicas.
É o caso de homens que têm micropênis, quando o tamanho dessa estrutura fica bem abaixo da média da população.
Segundo a SBU, o comprimento médio do pênis do homem adulto é de 8,5 a 9,5 centímetros (quando flácido) e de 13 a 14 cm (em ereção).
Outro exemplo aqui, como já citado anteriormente, são os indivíduos que acumulam muita gordura na pelve e ficam com o órgão sexual “embutido”.
Mas e um sujeito que fica dentro da média e mesmo assim não está satisfeito? Ele não pode optar por fazer alguma intervenção por motivos particulares?
Os médicos dizem que a palavra-chave é autonomia.
“Seria muito preconceito dizer a um homem com desejo de engrossar o pênis que ele não pode fazer isso. Falamos de procedimentos de baixa complexidade que, muitas vezes, podem gerar melhoras na autoestima e na percepção corporal”, pontua Barroso Jr.
No entanto, antes de partir para qualquer intervenção, há um consenso entre especialistas de que é preciso avaliar se aquele paciente tem autonomia de fato — ou se a decisão de fazer uma harmonização peniana é influenciada por questões de saúde mental.
Isso porque existe uma condição chamada dismorfia corporal, que atinge até 2% da população.
Pessoas acometidas por esse distúrbio são excessivamente incomodadas com algum detalhe do próprio corpo e não há procedimento estético ou cirurgia plástica que resolva isso.
A médica Carmita Abdo, coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, aponta que muitos homens com dismorfia corporal tendem a concentrar as preocupações sobre a aparência justamente no tamanho ou no formato do pênis.
“Esse paciente não consegue perceber o órgão sexual exatamente como é. Ele acha que possui dimensões menores e não vai ficar satisfeito, mesmo depois de qualquer intervenção”, descreve ela.
“Muitas vezes, esse indivíduo faz procedimentos à exaustão que lesam o pênis e geram complicações.”
“É muito triste receber pacientes com os órgãos completamente deformados e abalados emocionalmente com tudo que passaram”, lamenta ela.
Nesses casos, antes de partir para qualquer tratamento na região genital, o mais adequado é cuidar da saúde mental.
Segundo Abdo, existem protocolos desenvolvidos especificamente para lidar com a dismorfia corporal que envolvem psicoterapia e algumas medicações.
Particularidades masculinas
A psiquiatra chama a atenção para a importância do pênis para os homens.
“O órgão sexual masculino é visto como um símbolo de poder, potência, competência, virilidade”, destaca a especialista, que também é professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
“Ele possui um valor simbólico muito grande para o público masculino”, complementa ela.
Rezende, que recentemente abriu uma clínica voltada exclusivamente ao tratamento genital e à estética íntima masculina no Rio de Janeiro, vê como esse simbolismo se materializa no dia a dia.
“Falar da própria genitália ainda é um tabu entre os homens”, constata ele.
“Como os pacientes têm vergonha de se expor, nós agendamos as consultas com um intervalo, para que ninguém se encontre na sala de espera. Além disso, todos os atendentes são homens e a maioria dos interessados não nos procura por telefone. Eles preferem escrever mensagens via WhatsApp”, descreve o cirurgião plástico.
“Mesmo nas redes sociais, vemos que os conteúdos que produzimos recebem muitas visualizações, mas poucas curtidas ou comentários. O homem deseja saber mais sobre o assunto, mas prefere não ser identificado nesse processo.”
“Basicamente, não existe propaganda boca a boca. O paciente passa pelas intervenções, fica satisfeito, mas não quer que ninguém saiba que ele fez um preenchimento com ácido hialurônico”, complementa ele.
Rezende ainda revela que, ao contrário do que muita gente possa imaginar, a principal motivação na busca por procedimentos para engrossar ou alongar o órgão sexual não está ligada diretamente à ereção ou à performance sexual.
“Em alguns homens, o pênis pode reduzir até quatro vezes quando flácido. Então eles têm mais insatisfação nesses momentos, quando precisam se expor num vestiário perto dos amigos”, observa o médico.
“Não se trata do ato sexual necessariamente, mas da impressão que o homem passa ao vestir uma sunga, por exemplo. É como se o pênis fosse o representante desse homem e mostrasse o quanto ele vale, o quanto é potente, o quanto é grande”, reflete Abdo.
“Na sexualidade, o homem sempre quer se comparar a algo, principalmente a pênis maiores, como se o tamanho do órgão fosse diretamente proporcional ao prazer”, analisa Facio.
Diversos estudos já comprovaram que, nesse contexto, tamanho não é documento: uma relação sexual boa para todos os envolvidos está mais relacionada ao conhecimento sobre como o corpo funciona.
“Você não precisa ter um pênis grande e grosso para ter e distribuir prazer. Conhecer a anatomia das parcerias é o principal ponto aqui”, ensina Facio.
“No caso da vagina, o prazer está na superfície. Não há nenhum ganho nesse sentido com os procedimentos penianos”, concorda Barroso.
O ideal de um pênis grande também ganha espaço diante do acesso ampliado pela internet à pornografia — em que atores são selecionados por serem naturalmente avantajados, além do claro uso de ângulos e técnicas de filmagem para valorizar certas partes do corpo.
“A partir do contato com a pornografia, o homem tem ali referendado que o pênis dele é menor. E o público masculino tem no órgão sexual um reflexo de sua autoestima, de sua identidade”, reforça Abdo.
“A depender da reação de cada indivíduo, o contato com esses conteúdos pode gerar um prejuízo, já que muitas vezes o homem não é superdotado e não consegue repetir a performance sexual exuberante que vê nas telas”, complementa ela.
Cuidados e ajustes de expectativas
Outro ponto importante nesse debate é entender o quanto os procedimentos incluídos na tal harmonização peniana realmente modificam o órgão sexual masculino.
“O preenchimento com ácido hialurônico leva a um ganho ao redor de 1,5 a 2 cm no calibre”, calcula Barroso Jr.
Já Rezende calcula que a transformação depende da quantidade de substância a ser injetada — o que varia conforme as características de cada paciente.
“A cada 34 ml, é possível ganhar em torno de 1 cm de circunferência”, estima ele.
“Hoje é possível chegar a até 3 ou 4 cm de ganho, a depender do conhecimento técnico do profissional e da estética, para que a intervenção não fique perceptível”, complementa o cirurgião plástico.
Vale lembrar aqui que o ácido hialurônico é absorvido pelo corpo depois de algum tempo e exige reaplicações depois de um ou dois anos.
Mas a SBU reforça que nenhuma técnica chega a aumentar de fato o comprimento do pênis — elas apenas promovem mudanças visuais que dão uma sensação de que o órgão ficou maior (ou mais grosso).
Os especialistas também chamam a atenção para a necessidade de fazer esses procedimentos com profissionais que entendam do assunto.
“A gente vê situações de pessoas que fazem até uma autoaplicação, como se essas intervenções fossem a mesma coisa que passar um creme no rosto. O pênis é um órgão único, cheio de vasos sanguíneos, nervos e outras estruturas, com funções sexuais e urinárias”, detalha Facio.
“Esses procedimentos precisam ser feitos com todo o rigor técnico e científico”, defende o urologista.
Rezende dá uma ideia de como esse trabalho é complexo: o ácido hialurônico precisa ser aplicado numa das camadas que ficam logo abaixo da pele.
“Elas têm uma espessura de poucos milímetros, como se fossem folhas de papel empilhadas em um caderno”, compara ele.
E o que acontece se o profissional injeta a substância no lugar errado?
Na melhor das hipóteses, ela “escorrega” e vai parar na parede pélvica. Nesse caso, não há eventos adversos graves. O pênis continua a mesma coisa, sem nenhum ganho de calibre.
No pior dos cenários, o ácido hialurônico pode acabar no interior de um dos vasos sanguíneos que irrigam a região. Aqui a situação fica bem mais séria e pode desembocar em necrose e embolismo, com risco à vida.
O mesmo acontece com as injeções na bolsa escrotal. “Se elas perfurarem o cordão espermático, o testículo desse homem acabou, com complicações reprodutivas e hormonais”, acrescenta Barroso Jr.
O urologista relata que atendeu casos recentes de homens que, assim como Jorge, tiveram sérias complicações ao se submeterem a procedimentos do tipo.
“Outro dia operei um paciente que se injetou uma substância e teve uma necrose completa de pele. Ele queria ter um pênis maior e acabou ficando com 3 cm. Tive que fazer uma reconstrução, com o auxílio de enxertos”, detalha.
“Um segundo indivíduo aplicou um produto no corpo cavernoso [estruturas que concentram o sangue para o pênis endurecer durante uma ereção]. Ele perdeu o pênis completamente.”
Entre avanços e riscos, Rezende entende que os procedimentos estéticos na região púbica vieram para ficar.
“Da mesma maneira que tivemos um boom de colocação de próteses mamárias entre as mulheres, vivemos agora a era do aumento peniano entre os homens”, acredita ele.
“Falamos hoje de uma realidade. E essa é uma demanda de mercado crescente e real”, conclui ele.
Fonte: BBC News /g1
Casas populares foram construídas pela CDHU com investimento de R$ 8,3 milhões; todas as famílias contempladas terão financiamento com juro zero
O programa Casa Paulista realizou na última sexta-feira (23/05) o sonho da casa própria de 43 famílias com renda de até 2,5 salários mínimos em Campos Novos Paulista, na região de Marília. O investimento do governo do Estado na iniciativa, que contou com a parceria da Prefeitura, foi de R$ 8,3 milhões.
Acompanhado do prefeito Flávio do Posto, da vice Tânia Salvador, de vereadores e autoridades municipais, o diretor de Engenharia e Obras da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), Silvio Vasconcellos, esteve presente na cerimônia de entrega das chaves e parabenizou os novos moradores, pontuando que as famílias passaram a fazer parte do grupo de brasileiros que possui casa própria.

“Esse é o dia que muda a vida da família. A partir de hoje, para qualquer cadastro que vocês fizerem, vão dizer que tem casa própria. É pequeno o número de brasileiros que tem casa própria, então é uma alegria muito grande participar deste momento”, destacou. Além disso, Silvio também explicou as facilidades que a política habitacional do Estado de São Paulo proporciona para aqueles que tem menor renda.
“Cada família paga 20% da sua renda, ou seja, uma prestação que cabe no bolso. Além disso, muitos não têm renda comprovada e assinam uma autodeclaração de quanto ganha, o que gera uma relação de confiança. Confiamos no que vocês nos dizem, e vocês, em contrapartida, confiam no que estamos entregando. Por isso, paguem as suas prestações para construirmos mais casas”, disse ele, destacando, ainda, a qualidade das unidades. “A obra da CDHU é de qualidade. Essa casa é moderna e conta com uma placa solar que gera energia e garante que as famílias paguem tarifa mínima”, finalizou.

As casas têm dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro, lavanderia e 47 m² de área construída. As unidades contam com piso cerâmico, azulejos no banheiro, na cozinha e na área de serviço, laje, cobertura em estrutura metálica e sistema de energia solar fotovoltaico, garantindo mais economia e sustentabilidade para os moradores.
O casal Tiago Aparecido Ferreira, de 41 anos, e Ângela Diniz de Almeida, de 48, foi um dos que realizaram o sonho da casa própria. Com um sorriso no rosto, ambos não esconderam a felicidade de garantirem segurança e estabilidade aos filhos Iago, de 15 anos, e Elen, de 19. “A emoção é grande demais, porque foi uma vida para conquistar, mas agora conseguimos. Ficamos 22 anos pagando aluguel”, disse o motorista. “O valor da prestação ficou metade do preço que pagávamos no aluguel. Além disso, vamos pagar por algo que é nosso”, completou Ângela. Com a conquista, a família agora vê a possibilidade de realizar outros sonhos. “Quero conquistar meu caminhão e trabalhar em meu próprio negócio”, finalizou Tiago.

Graças às condições facilitadas da CDHU, o pintor Claudemir Nunes Rafael, de 36 anos, e a esposa Andreza Cristina da Silva, de 32, também pagarão um valor menor nas parcelas. “Pagávamos R$ 700 de aluguel, e a parcela agora ficou em torno de R$ 320”, relatou o pintor, ao enfatizar que os R$ 380 de economia serão investidos em outras metas de vida. “Temos ainda muitas coisas para realizar. Essa conquista é uma alegria imensa. São 36 anos morando aqui, a vida inteira pagando por algo que não era nosso, para recebermos a notícia de que chegou o momento. Estamos muito felizes”, comemorou.
A conquista da casa própria também é celebrada por Aline Aparecida de Souza, de 36 anos. “É muito grande a emoção de pegar essas chaves. É um sonho de juventude de todo o casal, de todo brasileiro”, disse. Ela e o marido irão economizar cerca de R$ 150 por mês. Além disso, agora podem investir em melhorias no imóvel que adquiriram. “É meu, né? Vou poder construir, aumentar a casa”, explicou.
O empreendimento foi edificado pela CDHU, em parceria com a Prefeitura, que doou o terreno para a construção das moradias. A Companhia foi responsável pela contratação da construtora e pela execução de toda a infraestrutura: redes de abastecimento de água e coleta de esgoto, drenagem, pavimentação asfáltica, urbanização, iluminação pública e rede elétrica.
As famílias foram selecionadas por meio de sorteio. O financiamento dos imóveis segue as diretrizes da Política Habitacional do Estado de São Paulo, com juro zero para famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos. Assim, o valor das prestações permanecerá praticamente estável ao longo dos 30 anos do contrato, com correção apenas pelo IPCA, índice oficial de inflação medido pelo IBGE. O valor da parcela é calculado de acordo com a renda familiar, comprometendo no máximo 20% dos rendimentos mensais. A menor prestação é de R$ 303,60.
Fonte: Assessoria de e Comunicação SDUH/CDHU
Motorista morre esfaqueado por pintor durante briga no CDHU Padre Inocente Osés
Um caso de violência foi registrado na tarde de domingo (25/05) em Palmital. O motorista de caminhão Alex Sandro Garcia, de 37 anos, morreu na Santa Casa de Misericórdia de Palmital depois de ferido a facadas por um pintor, de 61, durante briga na área da praça Tuffi Zina, no conjunto habitacional Padre Inocente Osés (CDHU), na região do São José. O homicídio teve grande repercussão na região e foi o primeiro registrado neste ano no município.
De acordo com informações da Polícia Militar, a ocorrência de agressão com arma branca foi atendida por uma equipe que estava em serviço pouco antes das 16 horas de domingo (25/05) e a vítima foi socorrida pelo SAMU em estado grave ao Pronto-Socorro da Santa Casa, onde recebeu o atendimento médico e chegou a ser encaminhada para cirurgia, mas faleceu no início da noite. O suspeito fugiu do local e os pms realizaram patrulhamento, mas sem êxito na localização do autor.
Posteriormente, o pintor, acompanhado de seu advogado, se apresentou espontaneamente no plantão da Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Assis, onde foi registrada a ocorrência. Segundo a PM, a agressão teria ocorrido após um desentendimento relacionado a suposto maus-tratos a um animal. Porém, não havia outros dados disponíveis e o caso deverá ter as circunstâncias apuradas em inquérito aberto pela Polícia Civil.
A defesa do acusado, a cargo do advogado Rafael Costa, informou que o pintor estaria em sua residência fazendo um serviço no telhado, quando teria observado duas pessoas passando pela rua com uma carroça, na qual o condutor estaria usando chicote para agredir o burro, e que, posteriormente, percebeu que o animal seria de sua propriedade. Então, ele teria pegado seu carro e seguido a dupla, um deles o caminhoneiro, que foi abordada na praça localizada no final das ruas Mário Thomé e José Baratella.
De acordo com o defensor, o pintor disse que teria sido atingido por uma chicotada na orelha quando tentou reaver seu animal e que entrou em luta corporal com o caminhoneiro, que lhe teria dado mordidas nas costas e causado ferimentos em seu corpo. O autor afirmou que, durante a briga na área da praça do conjunto Padre Inocente Osés, usou uma faca que havia caído da carroça para ferir o motorista no abdômen, causando extenso ferimento com a exposição de vísceras.
A defesa informou ainda que, depois de ferir o caminhoneiro, o pintor entregou a faca a uma pessoa que estava no local, antes do acionamento da PM e do SAMU. Não há informação sofre a outra pessoa que acompanhava o motorista na carroça e a arma branca foi apreendida pela Polícia Civil, como parte do trabalho de investigação do crime. Posteriormente, segundo o advogado, o autor da agressão compareceu à CPJ de Assis para prestar informações e, ao final dos registros, chegou a informação do falecimento da vítima.
Segundo a defesa, pela apresentação espontânea à polícia e a alegação de legítima defesa, o pintor foi liberado depois do registro da ocorrência do homicídio e necessitou de atendimento médico na UPA de Assis devido aos ferimentos causados pela chicotada e mordidas recebidas do motorista. O corpo de Alex, que era casado e deixou filhos, foi levado ao IML de Assis para necropsia. Ele foi velado na Funerária Aliança e sepultado na tarde de segunda-feira (26/05) no Cemitério Municipal de Palmital.


