Um agente de organização escolar de 22 anos é investigado por suspeita de assediar e beijar à força uma aluna de 12 anos em uma escola estadual de Marília (SP). O caso foi registrado na Polícia Civil na terça-feira (19/08) como estupro de vulnerável.
De acordo com o registro policial, o crime teria ocorrido no dia 12 de agosto. Segundo o relato da mãe à polícia, o funcionário já havia mantido conversas prévias com a estudante por meio das redes sociais, nas quais fazia elogios à aparência dela.
No dia do ocorrido, o suspeito teria chamado a estudante até a sala de achados e perdidos da unidade de ensino. No local, ele a abraçou e a beijou duas vezes na boca.
Ainda conforme o depoimento, o homem orientou a garota a não contar sobre o fato a ninguém, alegando que isso poderia trazer prejuízos a ela.
Um inquérito policial foi instaurado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Marília. A mãe da aluna já prestou depoimento, e a menina deve passar por uma escuta especializada nos próximos dias.
Câmeras de segurança da escola foram requisitadas pelos investigadores. As imagens devem ser analisadas para verificar a movimentação do suspeito e da aluna em direção à sala de achados e perdidos. Até esta sexta-feira (21/08), ninguém havia sido preso.
Segundo a polícia, o agente de organização escolar foi desligado da instituição após a direção tomar conhecimento do ocorrido.
O g1 entrou em contato com a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP), responsável pela Unidade Regional de Ensino (URE) de Marília, que confirmou o desligamento do funcionário e informou que o Conselho Tutelar foi notificado.
A pasta destacou também que o caso é acompanhado pelo programa Conviva SP, com apoio de profissionais do programa Psicólogos nas Escolas para atendimento à estudante, e que a unidade irá intensificar ações de conscientização e prevenção à violência no ambiente escolar.
Leia a íntegra da nota:
“A Unidade Regional de Ensino (URE) de Marília informa que o Agente de Organização teve o contrato extinto. Assim que tomou conhecimento da denúncia, a direção da escola realizou o acolhimento da estudante, e o caso foi inserido na plataforma do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva SP).
O Conselho Tutelar foi notificado, e a equipe do Conviva acompanha a situação, com apoio de profissional do programa Psicólogos nas Escolas para atendimento à estudante. A unidade também irá intensificar ações de conscientização e prevenção à violência no ambiente escolar.
A URE de Marília repudia qualquer forma de assédio e está à disposição da comunidade para mais esclarecimentos.”
Fonte: g1


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